terça-feira, 29 de novembro de 2011

Estação de Aurora – 91 anos de história - Por José Cícero


1-Casarão do agente(adquirido e revitalizado pela Prefeitura) atual sede da Sec. de Cultura. 2-antiga residência do agente da estação de Ingazeiras.


Estação Recuperada(Exposição de imagens antigas festa da AFA)


1- Antiga residência do agente da estação recuperada pela atual gestão onde abriga a sede da Seculte. 2- Antiga caixa d'água recuperada pela seculte-AuroraPMA


1- Estação de Aurora(1957) 2- Estação de Aurora(1948)

1- Como estava até 2008 servindo ao depto. de Limpeza e almoxarifado. 2- Hoje após revitalização servindo à biblioterca pública Ant. de Alencar Araripe.

No último dia 7 de setembro a velha estação do trem de Aurora completou 91 anos de existência. Uma data das mais significativas. Um verdadeiro marco na história sociopolítica e cultural do município aurorense.

Inaugurada no distante 7 de setembro de 1920(5 anos antes da de Ingazeiras(foto) e, depois Barbalha, Juazeiro e Crato) a estação ferroviária de Aurora, malgrado todo o ostracismo que sofrera ao longo destes anos, ainda hoje mantêm-se de pé, bela, majestosa e oponente como quem com altivez e ousadia está a desafiar a miopia de muitos; assim como a indiferença de tantos outros. Notadamente, os que só conseguem enxergam poder e dinheiro. Os cegos de guia da história.

Junto com o antigo casarão do coronel Xavier construído em 1837, a estação de Aurora constitui sem nenhuma dúvida, um patrimônio histórico e arquitetônico dos mais importantes e de valor incomensurável.


Espaço significativo pelo qual passou parte considerável não somente da história local, mas de toda a região, posto que, por vários anos Aurora ficou sendo o entroncamento final da RVC galvanizando em torno de si as atenções, assim como as necessidades sociais e comerciais de viajantes, potentados, lideranças políticas e comerciantes da Paraíba e do Cariri em geral que, diariamente acorriam à Aurora para pegar o trem da feira com destino à capital.

Sem sombras de dúvidas, uma época áurea na economia aurorense. De modo que, ainda hoje podemos considerar o prédio da estação de Aurora como um marco. Uma vitória da memória contra o esquecimento. Um testemunho vivo da nossa histórica. Razão pela qual precisa impreterivelmente ser preservado, bem como toda a área em seu entorno, evitando assim que não venha a ser objeto da ávida especulação imobiliária, para qual nada mais importa, além do capital e do lucro.

Antigo Galpão da Reffesa: Um fim melancólico.

Antigo Galpão na época em que estava sendo construído

Velho pé de Oiti que ficava em frente ao Galpão demolido

Em meados de 1994 o município promoveu a demolição de um outro equipamento histórico ligado diretamente à história da velha estação ferroviária. O mesmo era conhecido como o “Galpão da Reffesa” que ficava situado um pouco mais à frente(depois da caixa d’água metálica) na margem da linha na direção do açude Recreio. O que resta ainda hoje do velho Galpão é tão somente uma majestosa árvore – um imenso pé de oiti. A demolição do Galpão foi um verdadeiro crime de lesa-história pelo qual se ressente a memória ferroviária aurorense. Um pedaço importante da história de Aurora que se perdeu para sempre. Temos que evitar agora que o velho pé de Oiti( e até mesmo a estação) não venham a ter o mesmo fim.

SERVIÇO:

Estação Ferroviária, atualmente recuperada servindo à biblioteca pública(breve:Centro cultural historiador Amarília Gonçalves)

A Secretaria de Cultura, por intermédio da gestão municipal à frente o prefeito Adailton Macedo, após promover obras de reformas e revitalização no prédio da estação, instalou no anexo local, a biblioteca pública Antonio Jaime de Alencar Araripe. E ainda continua lutando junto ao IPHAN e a quem mais de direito, o domínio oficial no sentido de conseguir o quanto antes, fazer deste patrimônio a devida utilização cultural, além do seu efetivo tombamento e outras iniciativas de cunho preservacionistas.
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José Cícero
Prof. e Pesquisador
Secretário de Cultura
Aurora-CE.

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Fotos: Site Estações, Livro: arquitetura Ferroviária no Ce. e arquivo pessoal do autor.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Representante da Seculte-Aurora participa de reunião em Fortaleza com o secretário de esporte Gony Arruda

JC com o Sec. de Esporte do Ceará Gony Arruda e o pres. da Assoc. Nacional de Desportos escolares



Em encontro promovido pela Secretaria de Esportes do Ceará ocorrido na última sexta-feira(25) no auditório Blachard Girão em Fortaleza, o município de AURORA se fez representar pelo secretário de Cultura ESPORTE José Cícero. Na oportunidade, a equipe da Sesporte ao lado do Sr. Secretário de Esporte do estado Gony Arruda discutiu com os representantes e gestores esportivos de vários municípios cearenses diversos temas, dentre os quais: a nova edição dos jogos abertos do interior, Bolsa Esporte e o programa Segundo tempo.

Reivindicações:

Em conversa com o secretário de esporte do Ceará Gony Arruda o representante da Seculte-Aurora recebeu a garantia de que o seu município terá, pelos menos, mais um núcleo do Programa Segundo Tempo, conforme o secretário estadual havia prometido ao prefeito Adailton Macedo, por ocasião da sua visita à Aurora durante o projeto ‘Esporte na minha Cidade’ que ocorreu em Aurora, inclusive com a presença marcante da ex-atleta da seleção brasileira de Vôlei Virna Dias. Ainda, segundo José Cícero, há uma grande possibilidade de um apóio da Sesporte-Ce na realização da III Copa Aurora de futebol de campo e do campeonato juvenil.

O secretário de esporte do Ceará, garantiu ainda, para todos os presentes à reunião que o governo estadual irá fornecer tênis esportivos para todos os atletas do Segundo Tempo, além de uma melhor qualidade no material esportivo disponibilizado. O prefeito Adailton por sua vez, está inclinado a destinar o novo pólo do Segundo Tempo para o distrito de Ingazeiras, onde nos próximos dias estará sendo inaugurada a nova quadra poliesportiva coberta daquela comunidade. Uma obra, por sinal, das mais belas e necessária, sobretudo, para a juventude ingazeirense.

O secretário JC também esteve visitando o gabinete do deputado federal Chico Lopes(PC do B) na capital, com vistas a reivindicar ajuda no sentido da recuperação e revitalização do antigo casarão do coronel Xavier, tombamento e ampliação da reforma do prédio da estação ferroviária, bem como da apresentação da proposta de transformação do antigo prédio do açougue público num anfiteatro municipal. Todas estas reivindicações também serão apresentadas ao secretário de cultura do estado Professor Pinheiro e o senador Inácio Arruda, disse o responsável da pasta aurorense.

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Da Redação do Blog de Aurora

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Morre no Rio, Zé Grande - um dos maiores jogadores de AURORA de todos os tempos

Por José Cícero
Equipe do Maguary(Sapateiros) de Aurora - início dos anos 50. Zé Grande é o 3º(no meio) dos agachados(da esquerda pra direita)

Faleceu na última sexta-feira, dia 25 na cidade do Rio de Janeiro onde residia havia mais de duas décadas, um dos maiores jogadores do futebol de Aurora e região. Trata-se do popular 'Zé Grande' que por vários anos atuou, inclusive, no futebol juazeirense tendo jogado em meados dos anos 60 no Guarani e, depois no Icasa. No meio futebolístico do Cariri ganhou o apelido de Índio.

Irmão de Gerson Grande, outro jogador que marcou época em Aurora, Zé Grande foi na sua juventude, um exímio sapateiro e nas horas vagas exercia toda sua maestria na arte do futebol.
Dotado de um chute forte, velocidade e dribles desconcertantes, Zé Grande rapidamente se transformaria
num atacante dos mais afamados. Vez que era com freqüência requisitado para atuar em diversos times da região. Em Aurora iniciou a sua carreira no antigo Maguary Esporte Clube, cuja formação era basicamente de sapateiros, ainda nos finais dos anos 50.

Quando o comerciante Tonheta França foi residir em Ipaumirim e lá montou sua fábrica e sapataria levou entre seus operários(sapateiros) o jovem Zé Grande. Este, por conta do seu belo futebol, logo ficou conhecido sendo convidado a defender a seleção local. O mesmo jogou pela seleção de Ipaumirim nos Intermunicipais de 1955 e 56, quando a equipe fez bonito ganhando partidas memoráveis, por exemplo, quando venceu a representação de Icó e Lavras da Mangabeira por 3 x 2 só perdendo nas semifinais para o selecionado de Juazeiro do Norte pelo placar de 4 x 1. Ocasiões em que o craque aurorense sempre deixava a sua marca. Era tido como um verdadeiro ídolo pela torcida...

Zé Grande ainda chegou a treinar no time do Bangu do Rio de Janeiro, mas terminou optando mesmo por um emprego na cidade maravilhosa. Numa época de futebol romântico em que o dinheiro era quase inexistente por conta do amadorismo, Zé Grande conseguiu fazer história, sobretudo quando ascendeu ao Guarani; a principal vitrine do futebol regional daquela época.
Em Juazeiro fez dupla de ataque com o jogador Raimundo Pio de Missão Velha,
outro histórico atleta daqueles anos de ouro que fez sucesso no “leão do mercado”. “O Índio foi o melhor jogador que no meu tempo eu vi jogar. Gostava de jogar com ele pois a gente combinava bem as jogadas”, disse Raimundo Pio recentemente a este colunista, quando a seleção máster de Aurora participou em M.Velha da II Copa Cariri da categoria.

Lamentamos com imenso pesar o desencarne do Zé Grande com um misto de tristeza e de saudade. Torcendo por ele(quem sabe) como nos velhos tempos em que com extrema elegância desfilou seu futebol no solo sagrado dos campos aurorenses e do Cariri. Que o nosso Zé, possa desde já pisar agora os campos dos céus ao lado do pai e de tantos outros atletas, que como ele, um dia ajudaram a alegrar os que sofriam com os seus momentos inesquecíveis de belas jogadas e grandes gols.

Ps.: Na seqüência daremos mais informações acerca da morte de Zé Grande(Índio) na foto pequena ao lado do texto.
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José Cícero
Aurora-CE.
Informação: Bastim Maciel e Beto Campos(AFA-Ce)

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ARTIGO: Aurora a caminho do futuro... - Por José Cícero













As mudanças pelas quais vem passando a cidade de AURORA ao longo dos últimos três anos tem sido motivo de fartos elogios por parte de todos quantos visitam este município. Muito especialmente os filhos da terra que ora residem nos mais diferentes lugares do país e que, invariavelmente, logo que se deparam com o novo visual urbanístico da cidade ficam literalmente admirados. É muito gratificante sempre que presenciamos esta constatação.

Toda esta mudança, contudo, é o resultado das ações e do trabalho abnegado do prefeito Adailton Macedo que aos poucos, tem conseguido transformar Aurora num dos municípios mais bem cuidados da região caririense. De modo que estas impressões ficam mais patentes, sobretudo pelos visitantes que não se cansam de tecer comentários elogiosos em face das importantes iniciativas até agora empreendidas pela gestão municipal. Portanto, a despeito de qualquer visão distorcida pela politicagem no mais das vezes descomprometida e alheia aos verdadeiros interesses de Aurora; temos que admitir que este município está caminhando a passos largos para um futuro melhor, de progresso e justiça social sem perder de vista o bem-estar dos seus habitantes, notadamente os mais necessitados.

É evidente que em qualquer administração pública, as obras mais visíveis são sempre aquelas que num primeiro momento, são realizadas na sede municipal. Mas, no caso de Aurora é preciso ressaltar que tais realizações não se restringem apenas ao perímetro urbano. O leque de obras e ações que ora vêm sendo promovido pela administração “O povo construindo o novo”, além de muito mais amplo tem se estendido por todos os quadrantes municipais, vez que tem conseguido beneficiar, além da própria urbe, todos os distritos e demais comunidades da zona rural.

São obras e ações na sua imensa maioria de elevado valor social. Que por si só, representam instrumentos fundamentais para que este município como um todo, possa avançar consolidando de vez toda uma série de conquistas para seus munícipes. Aurora está, por assim dizer, no rumo certo e a caminho de um futuro melhor para todos. ............................

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Presidente da Associação dos Filhos e Amigos de AURORA residentes em Brasília, visita secretaria de Cultura


Presidente da AFA Brasília Dr. Vicente Magalhâes e esposa com o Sec. José Cícero na sede da Seculte-Aurora

Recentemente por ocasião das comemorações relativas ao aniversário dos 128 anos de Aurora, a Secretaria de Cultura do município recebeu a honrosa visita do Dr. Vicente Nunes de Magalhães, atual presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora(AFA) com sede na capital federal. O mesmo estava acompanhado da sua digníssima esposa, sendo ambos recebidos pelo secretário da pasta o professor José Cícero.
O secretário também acompanhou o distinto casal até a empresa Virtual Informática, ocasião em que o Dr. Vicente Magalhães tratou com o Sr. Flanklin Fernandes acerca da viabilidade técnica com vistas a instalação de uma antena para a transmissão dos sinais de Internet privada na comunidade de Tipi de Cima onde residem familiares do Dr. Vivente. No dia seguinte, o casal empreendeu uma visita de cortesia à secretaria de Cultura no centro da cidade. Oportunidade em que muitos assuntos foram abordados, principalmente no que se refere a gestão cultural, história de Aurora, a AFA-Brasília, além da festa do município. " Dr. Vicente é um aurorense que devota um amor desmedido ao sua terra natal. Diria que ele é, além de amigo o nosso diplomata na corte do país", disse o secretário.
Da Redação do Blog da Seculte-Aurora
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Município de AURORA adere ao Sistema Nacional de Cultura

Conforme informação constante no blog do Ministério da Cultura(http://blogs.cultura.gov.br/snc/) em sua edição de segunda-feira(21) AURORA é um dos 61 municípios cearenses que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura(SNC) proposta que ora vem sendo desenvolvida pelo Minc. em todo o país. Os municípios que implantarem seus Sistemas Municipais de Cultuira(SMC) terão acessos aos recursos do Fundo Nacional de Cultura e estarão de acordo com os preceitos estabelecidos pelo SNC, que prevê a organização sistêmica da cultura, baseada na interação entre os três níveis federativos (União, estados e municípios).

Ainda, para o Ministério da Cultura os sistemas de cultura foram criados para “formular e implantar políticas públicas de cultura, democráticas e permanentes, pactuadas entre os entes da federação e a sociedade civil, promovendo o desenvolvimento - humano, social e econômico - com pleno exercício dos direitos culturais e acesso aos bens e serviços culturais.

"Com o decisivo apoio do prefeito Adailton Macedo, estamos unindo forças no sentido de edificarmos o quanto an tes as bases, os alicerces necessários para que a cultura da nossa Aurora que por si só já é pujante, possa dá um salto maior de qualidade dentro de uma perspectiva de apoio, crescimento, incentivo, resgate e produção”, disse o secretário José Cícero.

Recentemente, conforme informações da própria secretaria, o município também já sacramentou a sua adesão ao sistema nacional de bibliotecas públicas. Exigência básica para que Aurora possa ser beneficiada com convênios, incentivos e demais ações oferecidas pelos Governos Estadual e Federal. Tudo isso, constitui mais uma importante vitória, disse o secretário.

Saiba Mais:

Este Sistema deverá ser composto, no mínimo, por uma Secretaria Municipal de Cultura (ou órgão equivalente), Conselho Municipal de Política Cultural, Conferência Municipal de Cultura, Plano Municipal de Cultura e Sistema Municipal de Financiamento à Cultura (com Fundo Municipal de Cultura), e será institucionalizado por meio de projeto de lei a ser encaminhado à Câmara Municipal.

Quais as vantagens de participar do Sistema Nacional de Cultura?

A experiência brasileira com a implantação de sistemas públicos, articulados de forma federativa, como o Sistema Único de Saúde, por exemplo, demonstra que estabelecer princípios e diretrizes comuns, dividir atribuições e responsabilidades entre os entes da Federação, montar mecanismos de repasse de recursos e criar instâncias de participação social asseguram maior racionalidade, efetividade e continuidade das políticas públicas.

É por isso que o Ministério da Cultura, em atuação conjunta com o Congresso Nacional, apresentou uma série de Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) e Projetos de Leis (PLs) que instituem o chamado “marco regulatório da cultura”.

Dentre essas propostas, estão em tramitação a PEC nº 416/2005, que institui o Sistema Nacional de Cultura, a PEC nº 150/2003, que vincula à cultura recursos orçamentários da União, estados e municípios, o PL nº 6.835/2006, que institui o Plano Nacional de Cultura, e o PL nº 6.722/2010, que institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura, substituindo a atual lei de incentivo (Lei Rouanet).

Todos esses instrumentos legais estão diretamente relacionados ao Sistema Nacional de Cultura e vão induzir os outros entes da Federação a adotar instrumentos semelhantes. Ressalte-se a lei do Procultura, estabelece que a União destinará, no mínimo, 30% (trinta por cento) dos recursos do Fundo Nacional de Cultura aos estados, municípios e ao Distrito Federal, por meio de transferência a fundos públicos. A transferência é condicionada à existência, nos respectivos entes federados, de Plano de Cultura, Fundo de Cultura e Conselho de Política Cultural, com representação da sociedade, eleita democraticamente.

O governo federal já possui todos os componentes do Sistema e a tendência natural é que os estados e municípios acompanhem essa trajetória. Pelas novas regras, os primeiros beneficiados serão os municípios que saírem na frente e constituírem seus Sistemas Municipais de Cultura.

Relação dos 61 municípios cearenses que aderiram ao sistema:

1- AIUABA 2- ALCÂNTARAS 3- ALTO SANTO 4- ARATUBA 5- ASSARÉ 6- AURORA
7- BARREIRA 8- BELA CRUZ 9- CAMPOS SALES 10- CARIRÉ 11- CARIRIAÇU 12- CASCAVEL 13- CHOROZINHO 14- COREAÚ 15- CRATEÚS 16- CRATO 17- ERERÊ 18- FORTALEZA (CAPITAL) 19- GRAÇA 20- GROAÍRAS 21- GUARACIABA DO NORTE 22- GUARAMIRANGA 23- HIDROLÂNDIA 24- HORIZONTE 25- IBIAPINA 26- ICÓ 27- IGUATU 28- IPAPORANGA 29- IPAUMIRIM 30- IPU 31- IRAUÇUBA 32- ITAITINGA 33- ITAPIPOCA 34- JAGUARETAMA 35- JAGUARIBE 36- JUAZEIRO DO NORTE 37- MARANGUAPE 38- MERUOCA 39- MIRAÍMA 40- MONSENHOR TABOSA 41- MORADA NOVA 42- MORRINHOS 43- MULUNGU 44- NOVO ORIENTE 45- PALHANO 46- PIRES FERREIRA 47- QUIXADÁ 48- QUIXELÔ 49- RERIUTABA 50- RUSSAS 51- SALITRE 52- SÃO BENEDITO 53- SÃO JOÃO DO JAGUARIBE 54- SOBRAL 55- TEJUÇUOCA 56- TIANGUÁ 57- TRAIRI 58- TURURU 59- UBAJARA 60- VARJOTA 61- VIÇOSA DO CEARÁ

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Da Redação do Blog d'Aurora com informes da Net.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O cel. Izaías Arruda e o Incêndio da ponte do rio Salgado - Por José Cícero*

Ponte onde um dia ocorreu o Incêndio dos domentes pelos jagunços do Cel. Izaías Arruda


JC, Arnaldo da Ingazeiras e Jean Charles na Ponte do Olho d'água(Aurora-CE)

Há anos que esta história me intrigava. Algo que nunca saíra de vez da minha cabeça. Tanto que, depois de várias investidas em vão para saber o local exato onde o incêndio ocorreu – por sorte, alguns meses atrás terminei encontrando o que procurava, isto é – a ponte do Olho d’água localizada entre o povoado de Quimami(Missão Velha) e Ingazeiras(Aurora).
Quando já me dirigia para a ponte do Jenipapeiro nos rumos do riacho dos Porcos nas proximidades de Ingazeiras, distrito de Aurora tive a sorte de parar numa bucólica residência de um agricultor. Um senhor de aproximadamente 80 anos. Cordato e hospitaleiro. Após falar-lhe do que eu estava procurando, ele de súbito, disse saber de toda a história contada-lhe um dia pelo seu genitor já falecido. E mais, que eu estava errado quanto a localização. A tal ponte não era a do jenipapeiro e sim, uma outra situada um pouco mais a frente a uma légua e meia dali. A ponte do incêndio ficava na localidade rural de Olho d’água. Aquela dica para mim foi muito mais que uma surpresa agradável. Foi um lenitivo. E assim, seguimos(eu e a minha equipe). De moto, ficou mais fácil vencermos as léguas tiranas das estradas empoeiradas. Chegamos finalmente ao local procurado. A ponte era magnífica. Exaustos mas recompensados por mais uma constatação histórica.
No ano passado, havia ido a Missão Velha e tendo inclusive conversado com o pesquisador Bosco Andréa acerca deste fato. Tudo estava, ainda como agora um tanto quanto nebuloso. Um mistério.
De lá fui até a ponte/pontilhão das Emboscadas. Por sinal uma bela obra de arquitetura. Confiante de que havia sido ali o ambiente onde tudo ocorreu. Só em seguida é que fiquei sabendo que também não era lá. De novo estava eu desolado.
E agora, diante do local exato pude constatar que se trata mesmo de uma bela ponte metálica de engenharia arrojada para os padrões da época. Logo que chegamos pude notar que bem ao lado, havia um canteiro de obras com vistas à construção da ferrovia denominada Transnordestina - obra do governo federal ainda da era Lula. Uma nova ponte estaria sendo projetada. E que será construída paralela a esta da Reffesa.
Torço para que, com a suposta desativação da antiga linha, que pelo menos a histórica ponte onde todo o fato ocorreu venha a ser preservada. Posto ser ela, um patrimônio arquitetônico e histórico não somente de Aurora e Missão Velha, mas de todo o Cariri.
A Pesquisa de campo:
Vasculhamos todo o matagal em seu entorno, assim como o leito do rio, quando pude, para minha alegria descobrir algumas peças antigas de ferro retorcido que estavam enterradas na lama, assim como cobertas pelo mato(ver foto). Tudo o que aquele senhor nos informou estava ali diante dos nossos olhos. Era a história viva e pulsante de um tempo ido, como que desafiando o olhar dos contemporâneos.
O rio estava belo, mesmo que rasgado e maltratado pelas máquinas que estavam a construir a nova ferrovia. Vi muita destruição em boa parte do percurso. Uma verdadeira agressão ao rico e ao bioma da nossa caatinga como um todo. Tudo em nome de um progresso devorador que parece puder tudo. Até mesmo devastar e destruir os nossos ecossistemas e a nossa própria história.
Era gozado a forma como os operários da Transnordestina nos olhavam. Talvez, por não compreender o nosso propósito de pesquisa. Ficavam curiosos. Vendo-me com a minha equipe a fotografar tudo, a esquadrilhar o ambiente em suas minúcias; como a procurar algo no vazio. Descobrimos peças de metais enterradas na areia do rio. Checamos restos de antigos dormentes. Buscando assim qualquer vestígio possível daquele remoto acontecimento, passado a mais de 80 anos. Era possível ver os sinais de fogo nos pilares da velha ponte. Tudo ali parecia está realmente carregado de antigas memórias.
Eu olhava para aquela ponte e imaginava o velho coronel Izaías Arruda e Zé Gonçalves com todo o seu bando de jagunço em suas infindáveis estripulias. Lampião e seus comandados... Além dos grandes potentados e outras autoridades que um dia passaram por ali. Por fim, saber que por sobre aquela ponte do Salgado passou boa parte do antigo progresso do Cariri foi para mim uma sensação das mais indescritíveis. Um misto de saudade, alegria e curiosidade.
Como se deu todo o episódio:
O ainda hoje misterioso, o incêndio da ponte sobre o rio Salgado de 1927, foi uma dura resposta do cel. Izaías Arruda(então prefeito de Missão Velha) em retaliação a um imbróglio com os engenheiros da RVC, depois que a ferrovia decidiu romper um acordo verbal relativo a compra(fornecimento) de madeira de lei para a fabricação de dormentes. A referida madeira era retirada da propriedade do temível coronel. A RVC resolveu não mais aceitar o produto de Izaías em face do preço exorbitante, muito além do valor de mercado que era praticasdo na época. O coronel não aceitou de bom grado o rompimento do contrato. Achou que aquilo era uma desmoralização a sua posição de líder. Indignado com o fim do lucrativo negócio, resolveu se vingar.
De modo que deu ordem aos seus jagunços para que arrancassem quase um quilometro e meio de dormentes da estrada de ferro e fizessem uma grande coivara sobre a ponte. E foi o que promoveram: uma fogueira gigante. Os trilhos ficaram em alguns trechos, soltos sem a sua base de apoio. Uma grande tragédia estava prestes a ocorrer com o trem da feira que passaria ainda nos escuro da madrugada lotado de gente e mercadoria. Um iminente acidente estaria prestes a acontecer. Um verdadeiro atentado que poderia vitimar um grande número de passageiros inocentes. O coronel não estava nem aí para as conseqüências do seu tenebroso ato.
As labaredas de fogo podiam ser vistas a quilômetros dali. Disse-nos o tal senhor do Jenipapeiro. A ponte estava literalmente em chamas. Vez que grande parte da sua estrutura metálica, segundo relatos, com o fogo, estava vermelha
em brasa viva.
Uma fogueira monumental alimentada por madeira de lei do tipo: aroeira, pau d’arco, cedro e mssaranduba dentre outras. “O ferro da ponte, como dizia meu pai, ficou em brasa viva”, disse o morador. O calor, segundo ele, era tanto que parte da estrutura metálica chegou ao ponto de alguns peças amolecer. Restos de ferros retorcidos ainda hoje depois de pouco mais de 82 anos daquele inusitado acontecimento ainda foram encontrados sob a areia do leito do rio. "A temperatura era altíssima e o fogo entrou pela noite. Foi uma coisa horrível, nem sei com a ponte não caiu por inteira".
E a tragédia só não foi maior porque um vaqueiro que residia nas proximidades (no Jenipapeiro), às escondidas, montou seu cavalo e rumou célere para à estação de Ingazeiras comunicando o fato ao agente local que de imediato telegrafou para as estações do Crato e Fortaleza. O trem daquele dia ficou pelas bandas de Iguatu ou do Crato mesmo. Por vários dias, quase uma semana o tráfego costumeiro do chamado trem da feira ficou interrompido até que funcionários da Rede Ferroviária Cearenses(RVC) sob segurança reforçada pudessem realizar os necessário serviços de recuperação da linha férrea e da própria ponte sobre o rio Salgado. Os prejuízos foram calculados em cerca de 300 contos de réis; uma verdadeira fortuna naquele tempo.
Mas o mistério ainda permanece até hoje. E algumas perguntas continuam, por assim dizer, inevitáveis. Ou seja, por que será que o coronel Izaías Arruda veio a escolher logo a ponte do Olho d’água a mais de duas léguas da estação de Missão Velha onde inclusive era prefeito? Por que justamente Aurora? Será que queria demonstrar força para os irmãos Paulinos com os quais mantinha uma rixa mortal? Ou quisera com isso, evitar quem sabe, que as volantes que se encontravam na parte baixa do Cariri não pudessem chegar a Aurora para dá cabo de Lampião junto com seu bando? Ou mesmo, queria que o próprio Lampião, fosse responsabilizado pelo incêndio aumentando assim, a ira do governo? Quanto a esta última suposição é notório ressaltar que muitos da época, inclusive alguns jornais da capital, chegaram a noticiar que aquele atentado tinha sido obra dos cabras de Lampião, em retaliação a perseguição das volantes, inclusive como consta equivocadamente na página 339 do livro: ‘A Marcha de Lampião, assalto a Mossoró’ de Raul Fernandes, filho do prefeito potiguar Rodolfo Fernandes, famoso por ter comandado a resistência de 27. Por fim, pelo modus operandi, que relação existiu entre o incêndio da ponte do Salgado e o da antiga estação de Missão Velha?
Ousado e temível em toda região, o coronel Izaías Arruda era de fato, um inegável fazedor de inimigos. Jogava bem, sobretudo nos bastidores e, como costumam dizer nossos matutos – com dois baralhos. De sorte que, não era tarefa fácil vencê-lo em seus domínios. Tinha, como se sabe ainda hoje, o seu exército particular de jagunços sempre pronto a agir nos mais diferentes ramos.
Contudo, adespeito de qualquer outra coisa, é preciso dizer que Izaías Arruda de Figueiredo foi um homem inteligente e de coragem que esteve muito além do seu tempo. A forma como se deu a sua morte foi uma prova inconteste de que pagara caro por tudo isso.
O coronel Izaías Arruda, era filho natutal de Aurora onde foi delegado e, quando ainda prefeito de Missão Velha, foi assassinado na estação de Aurora em 04 de agosto de 1928 pelos irmãos Paulinos, vindo a morrer quatro dias depois.

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José Cícero
Professor e Pesquisador do cangaço
Secretário de Cultura
Aurora-CE.

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