Da Redação
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Dr. Tarciso Leite, José Cícero, Traciso Filho e Sebastião Maciel na nascente |
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Explanações acerca da importância da preservação da nascente |
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Momento da gravação do vídeo-depoimentos no local da nascente |
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Imagens da pequena nascente no Alto Araçá |
Patrimônio Ecológico: 'Olho d'Água de Vinô que no passado deu de
beber à população do Araçá necessita ser urgentemente ser preservado'
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JC ao lado do Olhod'água(arquivo) |
Com vistas à
implantação de um projeto voltado para o desenvolvimento do turismo
Rural e Ecológico no município, a secretaria de Cultura e Turismo local
através do secretário José Cícero, do representante da associação dos
filhos e amigos de Aurora(AFA) Sebastião Maciel e do assessor de
cultura João Silva, se fizeram acompanhar do Dr. Tarciso Leite e do seu
filho Tarciso Júnior - atuais proprietários do terreno onde está
localizado a famosa nascente popularmente conhecida como "Olho d'água
de Seu Vinô" pai dois atuais herdeiros.
"A visita faz parte da
proposta defendida desde 2008 através da Revista Aurora no que tange à
preservação e tombamento do referido patrimônio natural e ecológico,
como forma de garanti-lo às novas gerações", explicou o secretário.
Solicitamos a doação
do espaço onde está localizado a nascente, bem como do entrono
concernente a chmada mata ciliar que a proteje, disse. Pedido que,
diga-se de passagem foi recebido de forma bastante positiva pelos dois
proprietários. Na próxima vindas de ambos à Aurora estaremos provocando
uma reunião com a presença do prefeito Adailton Macedo, onde deverá ser
oficializado o protocolo de inteção.
A proposta será votada
na câmara através de um PL oficializando o tombamento ecológico do
manancial que rceberar algumas obras de infraestruturas. A ideia inicial
da Seculte é transformar o local num espaço de visitação pública,
especialmente para turistas e estudantes com foco no meio ambiente e na
história natural. Com a construção de trilha e acompanhamento de guia de
turismo. Um marco também será construído no local, confirmou.
Por ocasião da visita,
um vídeo foi gravado pela assesoria de Imprensa do município por meio
de Luiz Neto e disponibilizado na internet contendo os depoimentos dos
proprietários, do secretário de cultura e do representante da AFA, sobre
a importância da proposta.
"Tanto o Dr. Tarciso
quando o seu filho Júnior têm profundo amor a Aurora, assim como enorme
dedicação as suas raízes, de maneira que a sinalização para a
concretização de tal ideia representa um grande gesto e exemplo de
grandeza e visão tanto de preservação da natureza, quanto de amor à
Aurora, ponderou.
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Secretário de Cultura do Barro, Sousa Neto, faz visita à sede da Secult-Aurora
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Na sede da secretaria de cultura e turismo - Secult |
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Na sala de Exposição de fotografias antigas de Aurora |
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Na biblioteca pública Antonio Jaime de Alwncar Araripe na estação |
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Na estação ferroviária Local onde ocorreu o crime como o cel. Izaías Arruda |
Na última sexta-feira estiveram
visitando a sede da secretaria de Cultura e Turismo de Aurora o
radialista, pesquisador do cangaço e atual secretário de cultura do
vizinho município do Barro - Sousa Neto,
acompanhado
do professor e ativista cultural cajazeirense Agnaldo Rolim. Além de
uma visita de cortesia, ambos aproveitaram para conhecer de perto a
exposição de arte e de fotografias antigas de Aurora, instalada na sede
da Secult. Além de fazer contato com o escultor aurorense Painha, filho
de Cizin d'Aurora.
Emposado em
janeiro como secretário de cultura do Barro, desde então Sousa Neto vem
se esforçando para implantar no seu município um trabalho realmente de
fortalecimento, resgate, incentivo e preservação da arte e da cultural
local. Para tanto, vem visitanto algumas alguns modelos e experiências
neste campo.
"Sousa Neto é um lutador
incansável, profundamente identificado com a causa sociocultural da sua
terra. Algo digno de aplauso e incentivo. O Barro tem muito a ganhar
com o trabalho abnegado desse secretário", opinou José Cícero, acerca
do articulador cultural barrense.
Na
mesma oportunidade, os mesmos visitaram igualmente a bliblioteca pública
e o antigo prédio da estação ferroviária, local onde foi baleado
mortalmente em 4 de agosto de 1928 o famoso coronel Isaías Arruda - célebre coitero de
Lampião em terras aurorenses.
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Fotos: Alcione Pereira e equipe da Secult Aurora.
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Consultora Regional do SEBRAE empreende visita à sede da Secretaria de Cultura e Turismo de AURORA
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Consultora do Sebrae Mª Celeste ladeado Por Tânia(Cras), Sec. Bernadete e Carmélia artesã |
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Da esquerda: Mª Celeste(Sebrae) Sec. Bernadete e Tânia Macedo na Secult |
A consultora do Sebrae Maria Celeste Franco da Rocha, que
também é presidente da federação de artesanato do Cariri; juntamente com a Secretária de
Ação Social, bem como a coordenadora do (Cras) Tânia Macedo, estiveram na manhã da última
quinta-feira (11), visitando as dependências da Secretaria de Cultura e Turismo(Secult) do município de Aurora.
Segundo Maria
Celeste, 'o objetivo da visita se faz necessário, uma vez que, o Sebrae
está fazendo um levantamento do potencial artístico e cultura de
Aurora',
no intuito de conhecer e identificar, o verdadeiro potencial da arte e
do aretsanato local. Assim como identificar os
artesãos aurorenses que se encontram em atividades e assim potencializar
este ofício como fator gerador de emprego e renda.
Na ocasião, a
representante do Sebrae adiantou ainda que,
em breve voltará a Aurora, onde fará reunião com vários gestores da
administração, inclusive!
com a presença do prefeito prefeito Adailton Macedo. Como inclusive
será elencado um projeto para criação de uma associação dos artesãos
aurorenses. No sentido de melhor dinamizar a produção e comercialização
dos produtos locais.(ver fotos).
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SECULT-AURORA participa de Encontro em Missão Velha com vistas a realização do II Festival de Dança daquela cidade
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Reunião de Secretário e Coordenadores na sede da sec. de Cultura em M. Velha |
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Coordenador de Cultura de Aurora João Silva no encontro em Missão Velha |
A secretaria de
Cultura e Turismo do município de Missão
Velha, realizará no dia 1º de junho deste ano, o 2º festival de dança
no gênero do forró tradicional. Ocasião em que pretende reunir
representantes de vários municípios do Cariri. A premiação, conforme
disse o secretário da pasta George Januário será a seguinte: 1º lugar
3.000, 2º lugar 2.000 e 3º lugar 1.000.
Vale
salientar que o 1º festival de dança daquela cidade aconteceu no ano passado, daquela feita sob a realização da
Rádio Comunitária Transcariri FM, local. Ainda segundo o Secretário de Cultura e
Turismo, George Januário; os municípios participantes deverão realizar
eventos locais; visando obter uma maior participação dos dançantes e consequentemente para um melhor critério de
escolha do melhor casal.
O mesmo, disse também, que,
a escolha deve acontecer até o dia 25/5 do corrente.
Já a inscrição do município é gratuita e, poderá ser feita até o
dia 30/04, posteriormente a inscrição do casal escolhido, explicou.
Com a finalidade de
debater o evento, a pasta de cultura missãovelhense promoveu reuniáo
no último dia 9 com a
participação de vários secretários de cultura e demais representantes da
pastas regionais. Dentre as representações estiveram preentes os
municípios de Brejo Santo, Porteiras, Barro, Aurora, Lavras da
Mangabeira e Crato.
Impossibilitado de
participar das discussões por cumprir atividade no mesmo dia em
Aurora, o secretário José Cícero enviou o assessor de cultura João
Borges Silva. Lavras da Mangabeira esteve representada pela secretária
Cristina Couto.(ver fotos)
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* João Borges Silva
P/ a Redação do Blog de Aurora e do site Cariri de Fato
Fotos: JC e equipe da Secult Aurora.
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Da Redação
Sessão Legislativa os 11 vereadores durante os trabalhos |
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Vice-pres. da Casa Olavo Batista no momento que colocava seu voto na urna |
Sob a presidência do
vereador Francisco Henrique de Macedo
(Chico Henrique – PMDB), o Poder Legislativo aurorense realizou na manhã
do último sábado(20) mais uma sessão plenária em caráter ordinário,
onde se fizeram presentes todos os 11 vereadores que integram a câmara
local.
Além da pauta de praxe que compõem, por assim dizer, o
'pequeno expediente', a sessão de sábado, teve ainda como ponto alto a tão esperada
votação com vistas à formação das Comissões Permanentes da casa. Tendo em vista
que a eleição ocorrida anteriormente havia sido
barrada pela oposição, por meio de uma decisão judicial, alegando suposto
equívoco com relação ao critério da proporcionalidade partidária. Porém, a
bancada da situação, não concordando com o raciocínio da oposição, mesmo cumprindo a decisão judicial, recorreu igualmente junto ao Tribunal de Justiça do Estado. O que
segundo a assessoria jurídica da câmara, o resultado de sábado ainda
poderá sofrer modificações, ou seja, ante a possível validação do escrutínio
anterior.
Com vistas a
acompanhar de perto todo o desenrolar dos acontecimentos, o espaço interno da
Câmara se mostrou ainda mais pequeno, em face do grande número de pessoas que
compareceu a referida reunião.
Dentre as intervenções e os requerimentos apresentados na sessão, destaque
para o que fora proposto pelo próprio presente – Chico Henrique, dando conta da
reivindicação de recursos públicos junto
ao deputado estadual Daniel Oliveira(PMDB) no valor de duzentos mil
reais que, conforme o presidente, deverão ser destinados à reconstrução da nova sede da Câmara de
Aurora.
Trata-se portanto de um antigo sonho da população; abraçado agora pelo presente do legislativo.
Uma obra que, desde janeiro deste ano, quando assumiu à presidência, Chico Henrique disse
que é uma das principais prioridades da sua gestão.
Ainda durante a sessão,
Chico Henrique, apresentou requerimento de sua autoria propondo a construção de
um caixa d’água para a comunidade do sítio Oiticica, além de nomeação da rua
localizada à esquerda da linha férrea da esquina do cemitério(caixa d’água da
estação) até a residência do Sr. Zé de Sousa e o clube da Maçonaria.
Após a votação parlamentar, assim como a apuração, as Comissões Permanentes da Casa ficaram compostas pelos seguintes edis. A saber:
Justiça e Redação:
Olavo Batista - PMDB
Aécio - PSB
Edísio Leite - PSB
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Educação, Cultura, Ação Social, Saúde e Meio Ambiente:
Brasa – PMDB
Erivan Batista - PT
Osasco – PSL
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Orçamento e Finanças:
Aderlânio Macedo - PMDB
Olavo Batista - PMDB
Iracilda - PSL
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DA Redação do Blog de Aurora e do site Cariri de Fato
Fotos: JC e Adriano Anão
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E aí cara pálida; hoje é o dia do índio!
Mas quem foi que disse que só o 19 de abril é o dia do índio?
Na
mesma proporção como se vem destruindo os recursos naturais do planeta,
os chamados “homens brancos” tem também imprimido sua força ao longo da
história no sentido da promoção do extermínio das mais diversas etnias
indígenas espalhadas pelo mundo. De modo que neste 19 de abril(dia do
índio), a grande pergunta que se deveria fazer é: o que haveremos de
comemorar neste suposto dia dedicado ao índio? Que legado nós, os
contemporâneos, ditos racionais haveremos de deixar às novas gerações no
tocante a questão indigenista e ambiental?
Neste
dia, pelos menos uma reflexão consciente e inteiramente desapegada de
todos os velhos preconceitos e outras discriminações descabidas haveria
de ser realizada em relação a este evidente rastro de destruição imposta
às populações indígenas não somente do país de Cabral e de Pizon. Ou
ainda ao que resta deles(os índios), agora não passam de meros
refugiados vivendo às duras penas no que ainda resta da floresta
Amazônica e outros rincões abandonados, como sobejos da sociedade
moderna, que deram o nome de reserva.
O
crescimento urbano, o desenvolvimento social, tecnológico e
científico... O pós-modernismo econômico e cultural no seu conjunto mais
geral, assim como na sua versão mais cruel tem ajudado a fazer da causa
indígena – um ato extremo de perseguição, opressão e matança às vezes
muito mais vergonhosa do que aquilo que fizeram os colonizadores,
bandeirantes e jesuítas. Alguns festejados ainda hoje com títulos de
heróis e outros com os de santos.
A
história do nosso índio tem sido por assim dizer, a própria história da
usurpação, do crime e do extermínio de toda uma ração que por direito
natural seria os únicos e verdadeiros donos do Brasil. Assim como as
raízes ancestrais da nossa origem efetiva-biológica.
Somos
até hoje, os autênticos destruidores da cultura autóctones dos índios.
Criminosos em potenciais de toda uma diversidade de etnias, línguas,
dialetos, saberes, crenças e outras tradições inerentes à milenar
cultura dos nossos irmãos nativos ameríndios.
O
que aconteceu com os povos indígenas, não tem outro nome, senão o de
genocídio. Um massacre que de algum modo se perpetuou ao ponto de ter
chegado até nós com seus ares de normalidade.
Mas
digamos que o processo de extermínio das populações indígenas pelo
mundo e, ao longo da história não foi um ‘privilégio’ apenas dos
brasileiros, posto que constituiu infelizmente, prática-comum utilizada
por diversas nações do globo em diferentes momentos da história humana.
No
Brasil, portanto, não teríamos como dissociar a sua história daquilo
que foi(e ainda o é) o expediente injusto da exploração e da ocupação às
forças, do que ainda restam dos espaços naturais pertencentes aos
chamados povos nativos da floresta.
Os
índios aos poucos foram sendo expulsos do litoral, sobretudo os
tupi-guaranis e para não sucumbirem à maldade dos ‘racionais’ tiveram
forçosamente que adentrar o interior do Brasil, até chegar à Amazônia.
Os que permaneceram ou foram mortos ou tiveram que se submeter aos
ditames espúrios dos seus algozes. Tornaram-se (com raríssimas exceções)
pobres miseráveis susceptíveis a toda sorte de males e até à escravidão
imposta pelo mundo e pela vida e os costumes dos brancos.
Éramos
até os primórdios do suposto “descobrimento”, uma nação completamente
livre habitada por uma infinidade de etnias. Raças indígenas vivendo na
mais profunda harmonia com a terra, os bichos, à natureza e o sagrado.
Uma grande nação que beirava a caso dos cinco milhões de almas falando
pouco mais mais de 170 línguas e mais uma série incontável de dialetos.
Antes
do descobrimento 100 milhões de aborígenes habitavam o continente
americano. Culturas e conhecimento tradicionais que, na sua grande
maioria, já se perderam para sempre. Uma riqueza que o homem moderno
movido por sua ganância e arrogância até hoje não pode aquilatar com
completo. Um prejuízo histórico que só o futuro poderá dimensionar no
seu verdadeiro grau.
Era o Brasil o que poderíamos chamar de paraíso perdido na imensidão das Américas.
Um
lugar que mesmo após as sucessivas incursões deletérias dos brancos
invasores (colonizador e cia.) sustentou os impérios falidos do velho
continente. Assim como a opulência e as farras nababescas dos que
desgraçadamente se imaginavam ter sangue azul e, que se situavam acima
do bem do mal. Uma ilusão que não passara incólume pelo teste inabalável
da história.
Por
conta desta riqueza natural do país tupiniquim ‘pastoreada’ que foi por
nossos irmãos indígenas é que a nação sobreviveu até os dias atuais.
Chegando até nós... Só por isso suportou ao vilipêndio, à invasão, ao
roubo, à espoliação, ao massacre, à pilhagem assim como a todas as mais
abomináveis formas de crimes e expiações que se possa imaginar.
A
força do índio brasileiro corre hoje ainda nas nossas veias. O nosso
DNA é a mais forte evidência da nossa ligação indígena, além de africana
e européia. O índio, portanto, queiramos ou não, é nosso irmão.
Neste
dia urge que tenhamos esta compreensão vigorosa e efusiva, com a
consciência afirmativa de que somos filhos de uma mistura de raças. Uma
miscigenação da qual não é possível se eximir por qualquer razão da
presença central do aborígine. Somos irmãos de sangue, luta história e
sofrimento. E isso não é pouca coisa.
Neste
19 de abril, diria que a simples consciência deste fato, já seria muito
mais da conta para uma sociedade hedonista, arrogante e preconceituoso,
sobretudo no que tange as suas verdadeiras origens ancestrais.
Aceitar
o índio como partícipe da nossa história biológica será um motivo para
um ato de verdadeira celebração. Sinal de que a sociedade brasileira
está evoluindo não apenas nas aparências...
Por
fim, digamos que todos os dias mesmo antes de 1500 têm que ser dia do
índio. Até porque todos os filhos do Brasil mantêm uma dívida de
gratidão com os ‘bugres’ sul-americanos das terras de Vera Cruz.
Porque cara pálida! O índio é sim, o nosso irmão!
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Prof. José Cícero
Pesquisador e poeta
Sec. de Cultura e Turismo
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Leitura tardia. Contudo, acabei
de sorver hoje mais um livro que há muito se encontrava pacientemente (como
tantos outros)
na fila de espera da minha estante. Nestes casos, a espera nunca será uma coisa boa.
Algo que, a meu juízo, minha exigüidade
de tempo, aliada a luta pela
sobrevivência têm muitas vezes
praticamente me impossibilitado de fazer com relativa freqüência: estas leituras
cotidianas.
Posto que, nem só de pão vive o homem. Além do que, uma única vida é
muito pouco para que possamos ler e conhecer todos os clássicos da literatura mundial.
Trata-se portanto, de “Bilhões e Bilhões”, uma obra seminal, daquele
que possivelmente(a meu ver) foi o mais
engajado e importante pensador do século XX – Carl Sagan – morto em 1996. Um intelectual homem de ciência que fez da
sua própria vida, um verdadeiro sacerdócio quando da luta pela difusão de idéias,
saberes e conhecimentos em favor da natureza, da espiritualidade e da vida. Sem,
entretanto, perder de vista o efetivo
fortalecimento dos princípios éticos, educacionais, históricos, humanistas e
ambientais.
A citada obra, publicada
postumamente em 1997 por sua esposa, a
também escritora e colaboradora Ann Druyan Sagan; constitui-se como um interessante apanhado de vários artigos científicos e outras contribuições diversas do pensador e professor de astronomia da Universidade da
Califórnia(EUA), com vistas à compreensão
do mundo e da existência humana, como de tudo o mais que compõe a biosfera.
Os artigos
enfeixados neste livro, ao contrário do que possa parecer num primeiro momento,
não representam uma temática díspares(mas ao contrário), configura-se como um tema
quase único, focado sobremaneira 'na
vida, na morte do planeta, do universo e do ser humano, tanto coletivo, quanto
individual'. Um livro realmente de avantajada sabedoria.
Escrito por alguém que, malgrado a secura das
suas verdades necessárias e até certo ponto, incovenientes, acima de tudo
confiava no homem como um sujeito histórico ainda capaz de tornar a vida e o mundo melhor. Um pensador
que acima de tudo, acreditava na viabilidade da salvação do planeta, como na
conquista de uma felicidade harmônica e coletiva.
Sagan ficou mais conhecido ao redor do mundo, a
priori através da famosa série de TV “Cosmos”
que o mesmo produziu e apresentava com regularidade a partir da sua pátria.
Ainda hoje, um importante documento
audiovisual veiculado, por exemplo aqui no Brasil na TV Escola e em, especiais da
TV Cultura. Como ainda, em diversos
países do mundo por se tratar de algo realmente antológico quando o assunto é
ciência, educação, astronomia e meio ambiente.
Vale a pena lê-lo. Eis o presente: “Bilhões e Bilhões – ‘Reflexões
sobre vida e morte na virada do milênio’.
Troque o seu tempo de TV por esta leitura. Presumo que você não irá se
arrepender.
De Carl Sagan – apenas mais um dos meus admiráveis gurus.
Para compreender um pouco mais:
Carl Sagan
Carl
Edward Sagan foi um cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e
divulgador científico norte-americano. Sagan é autor de mais de 600 publicações
científicas, e também autor de mais de 20 livros de ciência e ficção
científica.
* Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.
Foto ilustrativa: da Internet
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ARTIGO LITERÁRIO:
Hoje é domingo. Célere
e volátil o final de semana passou, literalmente escorreu pelos meus
olhos sonolentos de tanta espera. E eu nem sequer me dei conta deste
detalhe quase escatológico.
O dia se esvaiu como fumaça de cachimbo diante dos meus olhos saturados de descrédito e de carvão.
Estive entretido demais, remexendo o meu baú de ossos. A procura do que nem sei... Quem sabe, por mim mesmo que há muito me desgarrei deste rebanho odiento que não enxerga um palmo além do seu próprio nariz.
Passei pelo sábado
como quem dorme em "berço esplêndido". Mesmo assim não me entrego ao
imoral assédio dos que desejam dominar o mundo pela TV.
Passei estes dias
dormitando junto com meus grilos e as incertezas dispersas nas gavetas
do mundo. Meio que profundamente mergulhado no próprio poema imortal de
Manuel Bandeira....
Mas foi o sábado quem
primeiro passou por mim, de um modo estranho e sisudo. E penso até que
me oferecera wisk como um pequeno burguês metido à besta. De sorte que
eu permaneci do meu jeito: Demasiadamente humano e de saco cheio de
todas as idiotices da vida. Permaneci cabisbaixo e vergonhoso como um
menino do mato a tomar banho pelado no riacho. Tibungando em "bunda canastra" como se o tivesse num oceano Amazônico, carregado de lembranças e outras amenidades impossíveis.
Ilações e falares.
Mares profundos em que navego com meus ídolos em vários transatrânticos
fantasmas quando absorvo, dentre muitos: Kafka, Zola, T.S. Eliot e
Cervantes. Porém, ainda sinto entre meus dedos um fragmento idílico e
poemático de Leminski, Fernando Pessoa e Lêdo Ivo. Não tenho como
desdenhar ou mesmo olvidar dos que ajudaram a inteligência, a imaginação
e cultura dos povos.
Neste final de semana
dei-me por completo ao meu próprio ócio produtivo. Aquilo por quem os
outros, por absoluta ignorância, preguiça ou mesmo inveja chamam-no de
vagabudagem dos que não se dão por gregários. Infindas loucuras dos
abnegados amigos dos livros e do conhecimento criativo.
E assim, num piscar de
olhos, perdi meu domingo... Ressentido de que o dia claro precisava e
muito, do sol de antigas primaveras, que adolesci no peito. Assim como
as noites das velhas brisas do Aracati, de vaga-lumes e de donzelas
bonitas para os poetas boêmios namorar.
Queimei meu domingo e
minha língua quando estreguei meus ouvidos e sentimentos aos discos
clássicos que com muito esforço resgatei do lixo. Bob Dylan, Cat Steven,
Beirut, Rita Pavone, Beatles, Joan Baez, Di Melo, Belchior, Raul,
Caetano e Chico. Depois, como senão me bastasse, transbordei minha
imaginação em taças de melancolias e de saudades. Quando bebi outras
canções do gênero e dividi com todos estes, os meus segredos...
Chorei e me embriaguei
de arte e poesia. Mas também me entristeci quando enfim, me dei conta
de que no dia de hoje Sérgio Sampaio - o adorável maldito, se vivo,
completaria 66 anos.
Ainda que alguém me
gritasse aos ouvidos que este número é cabalar e, por isso mesmo assaz
perigoso para a minha sorte. Eis a grande marca da besta-fera. A velha
maldição dos imbecis...
Em protesto cantei com
Sampaio, em plenos pulmões: - "Eu quero é botar meu bloco na rua"
quando então, a noite por puro milagre se encheu de perfume.
Agora o domingo começa
a morrer em meus braços. E a lua já se mostra mestruada, ou ainda quem
sabe, grávida de tantas promessas... A noite, como dizem, é uma
criança...
Mas eu prossigo
ouvindo e lendo tudo aquilo que alimenta e fortalece o meu espírito. E a
palavra de fato, é a faca que corta a língua dos que se aceitam como
cegos.
Enquanto isso, a
segunda-feira como um sapo jardineiro engolira a um só tempo, o sábado e
o domingo. Deste então, eu fiquei melancolicamente solitário.
Mas ainda assim me
restara o canto. Pássaros agourentos nos céus e milhões e milhões de
vaga-lumes no bréu da minha noite, como se fossem multidões de anjos
carregando velas e candeeiros.
Música e poesia agora
são, por assim dizer, a lídima linguagem do mundo. O escuro da noite de
domingo está repleto de querubins. A canção é algo universal. O verso
livre é a força que nos move e nos alegra no caminho de uma felicidade
possível.
Todos porém, ainda
assim me chamam de louco. E eu fico muito mais feliz, em saber que sou
diferente. Que Deus é poeta. E que de fato, nunca caberei tão fácil em
qualquer canto.
Agora cochilo. "Faz escuro, mas eu canto".
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Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.
In: Poética do absurdo - JC inédito- 2013
Foros: http://www.ecodesenvolvimento.org
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