quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prefeito Adailton Macêdo garante adesão de AURORA ao Cariri-Cangaço 2010

Secretário de Cultura de AURORA: José Cícero e Manoel Severo no lançamento do Cariri Cangaço-2009 na antiga estação do Crato.
Através de um encontro ocorrido nesta terça-feira, 27 em Fortaleza entre o prefeito Adailton Macedo e o coordenador do Carri Cangaço Manoel Severo ficou confirmada a adesão de Aurora a este, que vem se transformando num dos mais importantes e 'badalados' eventos lampiônicos do Brasil agora na sua edição 2010.Na próxima sexta-feira, o secretário de Cultura do município, o professor José Cícero estará recebendo os representantes do evento para discutir como será a participação oficial do município. O encontro contará inclusive com a presença de uma das curadoras do acontecimento a aurorense Jusara Macêdo.
Este ano o Cariri-cangaço terá aumentado o leque dos municípios anfitriões tais como: Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha e, por último, Aurora e Porteiras, conforme informou Manoel Severo.
Trata-se de um evento “de cunho turístico-cultural e científico que em sua edição 2010, terá novamente como cidades anfitriãs as que tiveram de alguma maneira ligações históricas com este movimento que ficara conhecido como: o cangaço. "Reuniremos a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais, do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste", afirmou Severo.
O Evento em sua segunda edição terá um conjunto de 16 conferências, seguidas de debates, abordando temáticas ligadas à historiografia nordestina; distribuídas durante o período de realização do mesmo; 6 dias ; nos 6 municípios anfitriões. Os conferencistas são pesquisadores, estudiosos, escritores e professores, de renome nacional.
O Cariri Cangaço, sob o tema: Coronéis, Beatos e Cangaceiros, promoverá um conjunto de 23 visitas Técnicas aos principais Pontos Turísticos da Região do Cariri, como também aos principais Sítios Históricos ligados ao cangaço na região. Em cada Visita Técnica teremos um estudioso e um guia turístico que fará a explanação sobre o ponto visitado”, disse o coordenador.Por outro lado, o secretário de cultura de Aurora que também é um antigo e apaixonado pesquisador do Cangaço e, principalmente das várias incursões de Lampião e seu bando pelo território aurorense, disse está contente seu município poder contribuir de alguma forma para o estudo e uma releitura da história de Lampião e do cangaço. Aurora jogará um papel de destaque neste contexto de estudo e de análise do movimento pelos sertões caririenses. Além da relação do rei do cangaço e Massilon Leite com o coronel Isaías Arruda e o célebre invasão de Mossoró que foi tramada em Aurora, descambando com a tentativa de envenenamento e cerco de Lampião no sítio Ipueiras, propriedade de Isaías. Para tanto, duas edições da Revista Aurora esteve sendo publicada anos atrás para tratar exclusivamente deste tema.
Este ano, o secretário que também é o editor do informativo, explica que o terceiro número da RA abordará o aniversário dos 80 anos da passagem de Virgolino pelas terras aurorenses, além do assassinato do coronel Isaías Arruda na estação do trem de Aurora – fato ocorrido no dia 4 de agosto de 1928.“Como é possível perceber, Aurora possui uma marca muito forte quando se vai discorrer acerca da história de Lampião e seu bando pelas paragens do Cariri”, disse José Cícero. Não há portanto, como olvidar a presença de Aurora na história do cangaço, sobretudo pela forte influência de cangaceiros da terra no bando de Lampião, completou. "Já estava na hora da nossa cidade também participar do Cariri Cangaço", enfatizou.A antiga estação ferroviária, a fazenda Ipueiras, os grupos de Penitentes da Ordem santa Cruz da qual, segundo dizem o próprio Lampião também participara de alguns ‘alertais’ e aqui foi inclusive iniciado . As várias incursões do bando pelo território quando tentava despistar as volantes após a malograda invasão de Mossoró e a traição de Isaias.
A presença de Massilon enfim, são fatos que a história( e os pesquisadores) ainda precisam se debruçar sobre os mesmos no sentido de se escrever de vez a presença de Aurora na história do do cangaço. Diria que, um pouco disso estaremos remontando através dos debates provocados pelo Cariri-Cangaço, explicou o secretário.
Esta nova edição do Cariri Cangaço terá como tema: Coronéis, Beatos e Cangaceiros. Numa promoção da SBEC(associação brasileira de estudos do cangaço com sede em Mossoró-RN) e uma realização das Prefeituras envolvidas. Além do apoio l da Universidade Regional do Cariri – URCA; ICC- Instituto Cultural do Cariri; Centro Pró Memória Josafá Magalhães; ICVC - Instituto Cultural Vale Caririense, Fundação Memorial Padre Cícero, conta também as parcerias do SESC, do SEBRAE, do Centro Cultural Banco do Nordeste.
Conforme a organização, este ano o evento constará de “Conferências termáticas, Debates e Visitas Técnicas; bem como da a II Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários; a II Latada do Livro Cariri Cangaço, onde os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com as principais obras literárias sobre a temática; o II Grande Salão Cariri Cangaço, onde serão lançadas 8 novas obras literárias sobre a temática; de autores de todo o Nordeste e também São Paulo, além de 17 Apresentações Artísticas, com as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das Artes Cênicas, Música e Cultura Popular”.O Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, acontecerá entre os dias 17 e 22 de Agosto de 2010, na Região do Cariri, sul do estado do Ceará.A adesão de Aurora a este acontecimento nos enche de alegria, posto que será uma oportunidade fundamental para que possamos inserir de vez nosso município no calendário comemorativo dos grandes fatos que marcaram a história do Cariri e do Nordeste, disse o responsável pela Seculte-Aurora.
Leia mais em:
http://www.jcaurora.blogspot.com/
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http://www.blogdaaurorajc.blogspot.com/
http://www.seculteaurora.blogspot.com/
Fonte: cariricangaco.blogspot.com








sexta-feira, 23 de abril de 2010

A morte de Isaías Arruda na estação do trem de Aurora

Por José Cícero

Foto do Cel. Isaias Arruda e da antiga Estação de Aurora
A tarde estava cinzenta naquela Aurora pacata e provinciana de 1928. Uma enorme sensação de tranqüilidade cobria os semblantes dos viajantes, assim como o coração e o pensamento da multidão que se aglomerava na pedra da estação. Uma cena comum a todas as cidades interioranas atendidas pelo velho trem da Rede Viação Cearense(RVC). Nuvens cor de chumbo em formação pareciam prenunciar no céu daquela Aurora antiga e calma, algo diferente prestes a ocorrer: uma tragédia.
Aurora – apenas uma cidadezinha dos anos vinte como tantas outras quase esquecidas nos grotões nordestinos. Um povoado monótono e aprazível, esmaecido na preguiça de um tempo lento em que a existência do trem, assim como a construção da sua estação ferroviária eram por assim dizer, o maior de todos os sonhos até então realizados nas paragens do Cariri. A mais inacreditável das invenções humanas direcionadas ao progresso dos sertões, até então abandonados no oco do mundo pelos homens da política do litoral.
O trem, portanto era um acontecimento social. Uma festa quase utópica e operística. Uma criação tão fantástica ao ponto de ninguém querer desejar mais nada das hostes do poder. Em última análise, o trem era a glória das glórias... E Aurora de alguma maneira vivia isso em todas as suas plenitudes e conseqüências. O progresso e a modernidade, diziam as elites paroquiais, começavam a dá o ar da sua graça...
Naquela tardezinha quase insossa de sábado, dia 4 de agosto de 1928 quando muitos já se esqueciam dos episódios um ano antes relacionado à presença do rei do cangaço na terrinha; o velho aparelho do telégrafo da RVC de novo estava prestes a receber no código morse um telegrama diferente. Um comunicado estranho; digamos que chave, para todos os desdobramentos do acontecimento dramático que se seguira ao fato: “Antonio, algodão hoje sobe!”. Uma missiva quase enigmática considerando que o algodão – o ouro branco d’Aurora faria sempre o sentido contrário, ou seja, descia. E o seu preço no mercado há muito era de todos conhecido.
Porém, aquela mensagem codificada não seria de todos estranha. Havia um destino e um desiderato certo: surpreender o coronel. Dizia muito mais do que ali estava escrito de modo lacônico...
A estação de Aurora estava repleta de gente. Um acontecimento que se tornara comum deste a sua inauguração oito anos antes em 7 de setembro de 1920.
Estação ferroviária de Aurora nos anos 40 e bando de jagunços do Coronel Arruda
Todos esperavam o trem que vindo da capital trazia consigo as notícias e as novidades da Fortaleza e do mundo. Era o trem de ferro rasgando as bibocas da caatinga, fazendo a ligação da metrópole com a feira de Juazeiro e Crato. Era o jornal e a televisão daquele tempo de atraso, ignorância e dificuldades. Razão pela qual a ‘pedra da estação’ de todo o interior(assim como a de Aurora) passou a ser o local mais freqüentando pela sociedade da époc. Sem distinção de cor ou posição social. Um teste de democracia de modo antecipado e que ninguém parecia não se dá conta.
A multidão se acotovelava literalmente em toda a extensão da plataforma da estação de Aurora. Curiosos, viajantes, chapeados, crianças e vendedores ambulantes, todos se misturavam numa massa compacto e quase uniforme de gente na eufórica expectativa da passagem do trem.
A pedra da estação estava lotada de aurorenses da sede e dos sítios adjacentes. E até mesmo de cidades circunvizinhas. Era uma tarde calorenta e diferente das demais. Quase uma feira-livre. Uma babel de interesses e fantasias... Aquela espera para todos, era uma eternidade.
Contudo, em meio aos que esperavam aquele trem da RVC, alguns estavam ali com outros propósitos. Muito além dos interesses comuns que animavam a maioria cotidianamente durante as idas e vindas do velho transporte ferroviário. Quem sabe, um acerto de contas. Um negócio em nome do mercantilismo? O que a história, como testemunha ocular do tempo em alguns instantes não demoraria a registrar para à posteridade as verdades insofismáveis daqueles fatos.
E a cronologia do momento seguinte, provaria depois para todos que era um crime. Um atentado violento à ordem e a vida em nome da vingança e da intolerância. Uma intriga passada à limpo, expressa na força da violência e da ignorância em detrimento da razão e da justiça.
Sinais de uma época densamente marcada pelo poder de fogo do coronelismo oligárquico, engendrado pelos mais temíveis e truculentos líderes políticos que o Cariri cearense já experimentou. Um período onde a lei no mais das vezes era a do mais forte e a justiça quase sempre era feita pelas próprias mãos, em geral, dos poderosos.
Naquele sábado, de tarde escura de agosto, a estação de Aurora não tardaria a ser palco de um episódio que marcaria à história do Cariri e do Ceará para sempre, vez que envolveria, aquele que foi certamente o mais famoso e temível chefe político da região: o coronel Isaias Arruda. Filho do lugar, ex-delegado, agora prefeito pela força da vizinha Missão Velha.
De quebra, o maior dos coiteiros de Lampião no interior cearense. Um autêntico mantenedor de jagunços e hábil negociador político junto aos grandes da capital.
A tarde caia lentamente... O povaréu já parecia se cansar pela lentidão da espera que se prolongava mais que nos dias normais.
O guarda-chave gritara aos presentes em nome do agente Viana de que o trem daquele sábado se atrasaria devido a parada que fez para reparos e reposição nas estações de Iguatu e Cedro. No entanto já deveria está nas proximidades de Arrojado, Lavras ou Iborepi.
Ingazeiras e Missão Velha também solicitaram informações pelo telégrafo por conta do atraso da locomotiva, disse o Viana com os olhos voltados para a curva da linha de ferro ao Norte onde o trem da feira deveria a qualquer momento apontar seu bico.
O relógio do prédio apontava 14h25min quando, finalmente, todos puderam escutar o apito estridente da máquina a ecoar no horizonte. Apenas Sabina* entretida demais com o seu café não se deu conta do acontecido. Todos, de repente voltaram suas atenções na direção do corte-grande lá para as bandas do alto da cruz, do sito Frade. O trem da Fortaleza vinha ligeiro beirando o rio Salgado.
Ao longe foi possível ouvi mais um apito e o barulho forte da locomotiva esbaforida pela temperatura como um gigante estremecendo o solo aurorense. Em seguida, um torvelinho enorme de fumaça coloriu o céu da Aurora de um escuro forte e bizarro nuca dantes visto pelas pobres alma. Cheiro de brasa, madeira queimada pelo ar. Como se a caldeira e fornalha da Maria-fumaça só quisessem queimar um estoque infindável de jurema braba.
A meninada num frenesi gritava de cima do morro para os demais: lá vem, lá vem o trem, tirem o cachorro do meio que o bicho não enxerga ninguém...
Quando enfim, o trem apontou sua cara na curva da linha. Foi um alvoroço deveras interminável. Um Deus nos acuda. A multidão acorreu para a pedra. E o comboio começou a ficar cercado de gente por todos os lados. Era como se toda a cidade estivesse ali, naquele instante, dando vivas ao trem com seus passageiros caririenses.
Nesse ínterim: Um bêbado no meio do povo, do alto do seu entusiasmo etílico até exclamou exaltado:
-Vixe Maria! Deus me ajude... Um dia ainda me caso com esse trem danado...
Agora o relógio da estação cravava exatos 14h30min. As rodas da máquina de ferro começavam a riscar os trilhos daquela estação. Uma sensação estranha, uma ilusão de ótica... Como se o prédio e as pessoas estivessem passando e o trem permanecesse petrificado em seu estado inercial.
Os primeiros vagões da primeira classe já beiravam a plataforma. Todas as atenções agora estavam voltadas para as janelas e portas do trem intupetado de viajantes e, que já parara completamente. Os vendedores se agitavam oferecendo os seus produtos alimentícios: água fresca nos potes e nas quartinhas de barro. Frutas, comidas, bolos, salgados e outras guloseimas... Toda a gastronomia tradicional da Aurora parecia está ali desfilando seus dotes na estação do trem para a freguesia. Um incentivo direto ao pecado da gula dos passageiros e transeuntes.
Exímios chapeados transportavam com pressa e celeridade grandes caixotes, pacotes e outros fardos de mercadorias. Uns descian para o armazém da RVC outros subian para os vagões do trem com destino ao Crato. Animais, peças de madeira, artesanato, aguardente, rapadura, oiticica, panelas de barro. O trem acelerava a curiosidade, tanto quanto a economia daquela terra.
Mas de repente o som de um tiro seco ribombeou no ar. Quebrando a normalidade natural daquele acontecimento diário. Em seguida vários outros disparos puderam ser ouvidos no interior do segundo vagão da primeira classe. Talvez sete ou oito no total... Até hoje ninguém sabe ao certo. Um silêncio quase sepulcral se abateu na plataforma por alguns instantes que pareceram eternos. Somente o ronco da locomotiva estacionada de fronte a caixa d’água. Em seguida uma correria...
Vozes diziam tratar-se de uma discussão. Três homens saíram atracados e em seguida correram no sentido contrário do vagão. Uma disparada em direção do armazém e depois para o beco da antiga rua que dava para o cemitério. Um quarto homem um tanto elegante, bem tratado, gestos aparentemente finos surgiu do segundo vagão da primeira classe. Vestindo impecavelmente um linho branco, ele pisou de modo esquisito e desaprumado o piso, a pedra da estação. Alguns passos apenas e cambaleando fitou a multidão como quem quisesse dizer algo. Não foi possível. Sangrando e com a mão direita colada ao peito chamava baixinho pelo primo. O linho branco do seu terno agora começava a se tingir de vermelho. Seus sapatos de cor marrom e bem polidos contrastavam com o vermelho escuro do seu próprio sangue formando porças na plataforma. Era o coronel Isaias Arruda, chefe político, prefeito da Missão Velha. Homem afamado em toda região e na capital do estado. Devagar caiu ao chão da plataforma ainda com arma junta ao cinto da calça. Não teve tempo de usá-la.
Alguém saindo de dentro do vagão posterior se aproxima dele e forra o chão da pedra com um jornal que lia; edição do dia 3. Seu braço esquerdo e parte superior do tórax estavam em frangalhos. Ferimentos gravíssimos provocados pelos sete balanços com que fora atingido.
O coronel ferido seriamente pronunciava baixinho como que cansado:
- Os irmãos paulinos me acertaram! Mas como é que nem o Viana nem ninguém me avisou que meus inimigos estavam aqui?! Bando de covardes...
E de chofre emendou:
- alguém me chame o farmacêutico! Foram os Paulinos, eles me acertaram... Bando de covardes!
A multidão agora abria caminho para o pessoal da RVC. Muitos correram na direção da rua, se afastando da cena do crime, talvez com medo de um novo tiroteio. As janelas dos vagões agora estavam cheias de curiosos passageiros, ainda que perplexos.
Outros mais ousados e corajosos aos poucos foram se aproximando da vítima que gemia deitada ao solo da pedra sobre as folhas do jornal ‘O Ceará’. Enquanto isso, um pouco afastado da estação José Furtado(Nequinho de Milica) primo da vítima saíra em perseguição(ou fugindo) dos irmãos paulinos: Antonio e Francisco, responsáveis pelo atentado.
Imagens ilustrativas para o artigo
Levado para a residência de Augusto Jucá um antigo amigo na rua grande, Isaias foi socorrido, inicialmente por um farmacêutico - o único que existia na cidade. No dia seguinte dois médicos vindo de trole pela linha da RVC: Antenor Cavalcante e Sérgio Banhos atenderam o coronel. Porém, diante das gravidades dos ferimentos não tiveram como salvá-lo. Sendo que no dia 8 de abril uma quarta-feira às 6h da manhã, quatro dias após ser alvejado, Isaias Arruda faleceu como que por capricho do destino na terra em que nascera.
Rumores apontaram ter sido o assassinato uma vingança de Lampião pela traição do coronel um ano antes, durante a célebre tentativa de envenenamento do bando lampiônico e o histórico cerco de fogo do sítio Ipueiras, propriedade de Arruda em Aurora em cujo local Virgulino se arranchara por diversas vezes. Ocasião em que o rei do cangaço fugia das volantes após o fracasso da invasão de Mossoró, arquitetada sob as estratégias de Massilon Leite e financiada pelo próprio Isaias.
Mas o certo, segundo se provaria depois foi que os paulinos vingaram o assassinato do irmão mais velho João, morto numa emboscada no serrote d’Aurora pelos jagunços de Arruda no ano anterior.
Terminava ali de modo trágico, na estação ferroviária de Aurora a verdadeira saga de um dos mais temíveis e respeitados coronéis do Cariri - Isaias Arruda. Assim como sua rixa ferrenha contra os irmãos paulinos da Aurora.
(*) Prof. José Cícero
Escritor, Pesquisados e Poeta.
Secretário de Cultura de Aurora-CE.
Fotos Ilustrativas da Internet
Fonte:
O Ceará em Brasília - 'O sangue de Isaias Arruda' - J. J de Oliveira. Pág. 5 edição de 1997.
Aurora: História e Folclore - pág. 155 - 2ª edição. 'Crônica dos Paulinos' – A.G. Tavares – 1996.
Missão Velha: Nosso Povo, nossa História - Célia Magalhães – 1994 Ed. Universitária.
Lampião – o rei do cangaço – Billy Jaynes Chandler - ed. Paz e Terra – 1980.
Revista Aurora – (J. Cícero). edições de 2007-2008: 'Incursões de Lampião e seu bando por Aurora'.
Arquivo pessoal do autor e pesquisa oral.
(*) Sabina - antiga dona de um dos cafés mais antigos de Aurora e região e que na época vendia na estação.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sagração ao Dia do Índio*

Por José Cícero

Hoje o sol do Brasil despertou mais cedo e mais bonito.
E a atmosfera com seu ar matutino
Abriu as cortinas dos céus com um sorriso angelical.
Num vôo de passarinhos em bandos.
experimentando a liberdade de viver
em toda a sua plenitude...
Árvores balançando como que ensaiando uma dança nativa
Suavizadas pelo afago frio e carinhoso do vento.
Uma manhã de sol, esbelta e diferente
caiu definitivamente sobre o teto da biosfera mundana.
Um muxoxo dos deuses.
Como nos fosse o abraço quente da mulher amada.
Um mergulho nas águas do grande rio.
Um cair bolando ladeira abaixo
Na grama macia do caminho.
um bando de borboletas
junto as índias bonitas peladas
tomando banho nos igarapés
sob a vastidão dos arvoredos.
Tribo valente nativa
se enfeitando em alegria para o ritual.
Hoje o sol do Brasil acordou cedinho
Com o cantar dos galos nos quintais do mundo.
E tudo o mais que existe nesta manhã de abril
Tem um cheiro gostoso de floresta.
Um aroma do campo, flores silvestres
Impregnando a gente.
Um cheiro gostoso de mata virgem
Esterco fresco de gado bovino dos sertões.
Frutas da serra picadas por pássaros.
Perfumando o ambiente
em todos os seus quadrantes.
O ar puro e felicidade invadindo a gente.
Abelhas voando na nossa vista
como quem nos mostra como faz o mel.
Tudo é novo e mais bonito nesta manhã de abril.
Há aroma de flores nos caminhos
Arbustos ribeirinhos refrescantes
como frascos de perfumes naturais
Roçando os nossos pés e braços
Enchendo de cheiros suaves
O nosso corpo e nossa mente.
Cheiro de terra molhada
Musgos verdes pisados
Águas correntes dos rios
Alimentadas pelos córregos
e riachos exuberantes.
A floresta intocável
Viçosa verdejando o ambiente
Ensaia um abraço quase interminável
Em nosso semblante.
O sol de abril
É como um gigante abrindo os braços
Sobre os viventes da urbe e das matas.
Uma neblina suave
Um vento frio
E em seguida um arco-íris alegre
Um sol dourado
Um brilho sui generis
A clarear nosso espírito
Como se a abóbada do mundo
Se vestisse igual uma donzela
A se preparar para a festa.
Simplesmente,
Porque hoje é o dia do índio.
Um sacramento imorredouro.
Uma oferenda coletiva
Um ritual celestial
Um compromisso ancestral.
Tudo em conjunto
Expresso na delicadeza da vitória-régia
e na energia plena da selva
com seus bichos, oxigênio e clorofila.
Mostrando-nos a força viva da vida
Espalhada na natureza das coisas
Dos ecossistemas do planeta.
Coisas belas...
Vivas e inanimadas da Terra.
Tudo porque hoje
19 de abril é o dia do índio.
O dia em que o mundo
Por completo
Realiza seu reencontro
Com seus verdadeiros donos
Filhos e amigos.
Quando por fim
A Gaia ciência
Os biomas terrestres
As raças, as águas e as etnias
Confraternizam-se diante do amor maior
Que é viver em paz.
Hoje o Brasil e o mundo
Amanheceram de braços dados
Para assistir de pé junto
Um coral de pássaros Amazônicos
No topo das árvores
Ecoando o hino nacional
E noutro ponto eqüidistante
Do verde canto da mata
Os papagaios gritam alto
para que todo o Globo escute:
Viva o índio Brasileiro!
Viva os donos do mundo!
Viva o índio internacional!
(*) José Cícero
Aurora-CE.
Fotos ilustrativas da Internet
Poema feito em 19.04.10
LEIA MAIS EM:
www.aurora.ce.gov.br/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Seleção máster de AURORA vence Abaiara em Missão Velha pelo placar de 4 a 2




Num jogo dos mais disputados a seleção máster de AURORA venceu a representação de Abaiara na manhã de domingo(18) no estádio ‘o dantão’ em Missão Velha pelo placar de 4 a 2 em partida válida pela 1ª fase da II Copa de Futebol Máster da região.
Os gols de Aurora foram assinalados pelo centroavante Tico que marcou três vezes e outro pelo jogador Tabosa.
Após empatar quinze dias atrás com a equipe da casa em 3 a 3 e bater agora o time da cidade de Abaiara por 4 x 2 o selecionado de Aurora já se preparada para enfrentar a equipe de Jardim no próximo sábado a, precisando apenas de um empate para sacramentar a sua classificação para a fase seguinte.
Na partida de domingo a comissão técnica capitaneada pelo secretário de Esporte e Cultura José Cícero, contou também com a presença do prefeito Adailton Macêdo que esteve prestigiando na beira do gramado a atuação dos atletas aurorenses. Ao que tudo indica, o prefeito Adailton gostou do que viu, ou seja, de toda a performance apresentada em campo pelo time “sol nascente”. O prefeito assim como todos os que compõem a secretaria de Esporte e comissão técnica estão confiantes na possibilidade de Aurora vir a conquistar o título. “ Temos condições reais de disputarmos esta copa com a perspectiva de sairmos campeões, em face de tudo o que nosso time tem apresentado, principalmente pela vontade e os esforços dos nossos jogadores”, disse o secretário. “Além do mais, pelo decisivo apoio que vem sendo dado pelo nosso prefeito”, completou.
No próximo sábado, Aurora enfrentará a seleção do município de Jardim às 18:30 h no “Dantão” em Missão Velha.
Após a partida o prefeito ofereceu um almoço aos atletas e comissão na churrascaria Beira Rio ainda em solo missãovelhense.
A equipe voltará a treinar no meio da semana em casa no estádio municipal com vistas a enfrentar o time de Jardim no próximo sábado, quando se espera retornar classificado e com o primeiro lugar no grupo
Resultados deste final de semana ) 17 e 18 de abril):
Jardim 0 x 1 Missão Velha – sábado, 16:30h
Madre de Deus(Juazeiro) 4 x 1 Sansão de M.Velha – sábado 18:30 h
AURORA 4 x 2 Abaiara – domingo – 08:30 h
A seleção de Aurora jogou com a seguinte formação:
1- Paulo
2- Luciano
3- Josimar(Mário)
4- Ceará
5- Rato(Raimundo Camila)
6- Esquerdinha(Zé Paulo)
7- Tico
8- Júnior Cachoeira
9- Tabajara
10- Nilton Luna(Chico Ká)
11- Cícero Milagres(Tabosa)
____________________
Técnico: CianAuxiliares técnicos:
Pedóca e Cícero Iborepi
Massagista: Piu de Góia
Roupeiros: Pelado, Paulo Magá e Novo
_____________________
Equipes Participantes da Copa:
_____________________
Grupo A:
Missão Velha
Jardim
Abaiara
Aurora
____________________
Resultados das partidas já realizadas anteriores:
Missão Velha 2 X 2 Abaiara
São Vicente(MV) 2 X 4 Barbalha
Palmeira(MV) 0 X 0 Estrela Máste(B)
Mauriti 4 X 0 Juazeiro
Missão Velha 3 X 3 AUROR
Jardim 0 x 1Missão Velha
Juazeiro 4 x 1 Sansão MV
AURORA 4 x 2 Abaiara
_______________________
Participam da II Copa de Futebol Máster em Missão Velha:
Aurora, Jardim, Abaiara, Mauriti, Barro, Porteiras, Barbalha, Juazeiro do Norte, alguns municípios como mais de um representante.
Da Redação do Blog da Aurora.
LEIA MAIS EM:
http://www.jcaurora.blogspot.com/
http://www.aurora.ce.gov.br/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Secretário de Cultura de Aurora participa de encontro durante a 9ª Bienal do Livro do Ceará


José Cicero e o prof.Auto Filho - Secretário de Cultura do Ceará

Dep. Chico Lopes, Senador Inácio Arruda, JC e Dep. João Ananias
JC no lançamento do livro Patativa e com o jornalista Tarciso Holanda
Com vistas a participar do V encontro do SEBP- Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e a Associação dos Bibliotecários do Ceará, que aconteceu durante a Bienal do Livro em Fortaleza, o secretário de Cultura de Aurora José Cícero esteve na capital alencarina durante os dias 10, 11, 12 e 13 ocasião em que também conferiu de perto parte da programação da 9ª bienal.
Diversos representantes de todo o estado estiveram presentes ao encontro do SEBP que foi promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará.
Na oportunidade esteve sendo debatida uma série de questões atinentes à política de bibliotecas públicas do Ceará com a presença do secretário Auto Filho. se
A bienal prossegue até o próximo dia 18 de abril, no Centro de Convenções de Fortaleza. E traz como tema principal O Livro e a Leitura dos Sentimentos do Mundo.
Homenagem à Rachel de Queiroz:
A homenageada desta edição é a escritora cearense Rachel de Queiroz, que completaria 100 anos em 2010 e cujas obras nomeiam os espaços montados no local do evento. A Bienal do Ceará reunirá alguns dos principais nomes da literatura mundial e nacional, editoras, livrarias e profissionais que compõem as cadeias do livro e daleitura, em uma vasta programação nos turnos da manhã, tarde e noite.
Em Fortaleza o secretário de Cultura de Aurora também participou em companhia do senador Inácio Arruda do Encontro dos jornalistas cearenses. Assim como do ato de lançamento da obra “Patativa do Assaré – Poeta universal” organizada pelo senador comunista, que também aconteceu durante a bienal. Na mesma ocasião JC esteve conversando com várias autoridades reivindicando recursos e projetos para a cultura e o esporte aurorense, dentre as quais: os deputados Chico Lopes, Lula Morais, João Ananias, além do próprio senador Inácio Arruda e do secretário Auto Filho.
Programação da Bienal:
Além de lançamentos de livros, palestras e encontros entre escritores e o público, a Bienal do Livro teve em sua programação encontros paralelos, debates e eventos, entre eles: o V Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas; o III Encontro Estadual de Agentes de Leitura; o Encontro dos Amigos da Leitura; o I Encontro dos Clubes de Leitura do Ceará; o I Encontro dos Pontos de Leitura; o II Congresso Nordestino de Poetas Cordelistas, Editores e Folheteiros; e o I Fórum Nordeste do Livro e da Leitura. Além disso, serão promovidas oficinas, declamações, recitais, saraus, palestras e encontros que movimentarão todo o Centro de Convenções durante os dez dias de Bienal Internacionaldo Livro do Ceará.
Outro destaque na programação será(foi) a realização do seminário Cultura, Democracia e Socialismo na América Latina e Caribe, que reunirá destacados intelectuais para discutir integração cultural, comunicação, integração regional e o futuro do Socialismo na América Latina e Caribe. Entre os nomes consagrados da literatura que participarão estão David Harvey, Antonio Negri e Emir Sader.
No ano em que completaria 100 anos, a escritora Rachel de Queiroz será a grande homenageada da 9ª Bienal Internacional do Livro do Estado do Ceará. O espaço “Não me Deixes”, elaborado para homenagear a ilustre cearense, terá a presença de editoras e empresas, além de receber durante todos os dias do evento diversos grupos e projetos onde os focos principais serão a vida e a obra da escritora.
Entre as editoras e projetos já confirmados estão: Literatura de Lua (Livraria Lua Nova), Poesia Remix, Pausa Dramática, Bazar das Letras do SESC, projeto Ouvi Dizer do CCBNB, Poemas Violados, Templo da Poesia, Os Poetinhas de Caucaia, Zona Poética Liberada, Academia Cearense de Letras, AssociaçãoCearense de Escritores, Academia Maria Ester de Literatura, Papo Literário (TVC) e muitos outros.
Autora de destaque na ficção social nordestina, Raquel de Queiroz foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Foi também a primeira mulher contemplada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa, no ano de 1993. Autora de obras célebres, como “O Quinze” e “Memorial e Maria Moura”, Rachel de Queiroz também teve incursões na literatura infantil, em obras como “O Menino Mágico” e “Cafute & Perna-de-Pau”, e no teatro, assinando obras como “Lampião” e “A beata Maria do Egito”.
Outros espaços da Bienal terão nomes de obras da escritora, como por exemplo o Espaço Dôra, Doralina, que trará a exposição Livros de Artistas, e a Arena Cultural Memorial de Maria Moura, que reunirá diversas tendências, tribos e interesses em encontros leves nos quais se discutirá a literatura e suas relações com as artes do cinema, do desenho, da música e dos quadrinhos.
Aniversário de Fortaleza
No dia 13 de abril, data de comemoração do aniversário da cidade de Fortaleza, a Bienal teve uma programação especial. Bem como teve agendada a execução do Hino de Fortaleza e um cortejo do Maracatu Nação Fortaleza, além do lançamento da quinta edição do livro Fortaleza Belle Èpoque, do historiador Sebastião Ponte, e da realização de mesa especial de debates, reunindo alguns dos mais conceituados memorialistas do Ceará, como Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez), Christiano Câmara, Marciano Lopes, Zenilo Almada e Nilo Firmeza (Estrigas).
Ação Social
O projeto Visitação Escolar à 9ª Bienal Internacional do Livro, do Programa Por Um Pacto Social pelo Livro, da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), levará alunos da rede pública e privada de ensino para o mundo do livro. A ação premiará também oito alunos e suas escolas no concurso de redação A Bienal nas Escolas. Este ano, o tema do concurso será “Ser culto é a única forma de ser livre”, verso do poeta libertário cubano José Martí.
Literatura Infantil
No domingo (18), último dia da Bienal, a programação de todos os espaços será voltada à literatura infantil e contará com a presença de grandes expoentes do imaginário das crianças, como Maurício de Souza e Pedro Bandeira. Outros importantes nomes relacionados à literatura infantil estarão presentes nos dias anteriores, como Ziraldo, Ruth Rocha e Lygia Bojunga. Para encerrar, o músico e escritor Arnaldo Antunes apresentará o espetáculo Pequeno Cidadão.
Da Redação do Blog da Aurora -
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

AURORA participa em Jati do 3º Encontro de Secretários de Esporte do Cariri Oriental




A Asp-Cariri em parceria com a Prefeitura de Jati realizou de 8 a 10de abril, o 3º Encontro de Secretários de Esportes no município jatiense, através da realização do chamado ‘Clube de Basquetebol’, um evento importante totalmente voltado para a formação e capacitação de monitores na área do Basquetebol.
Os representantes dos municípios filiados a ASP-Cariri, juntamente com seus monitores esportivos participaram da abertura do evento que aconteceu na quinta-feira(8) no centro daquela cidade. O ato foi aberto pelo prefeito Arlindo Rocha, que inclusive é o atual presidente da Asp-Cariri, bem como pelo articulador do movimento o professor Demóstenes Dantas representante da XP-Brasil.
"A capacitação não constitui nenhuma espécie de ônus para os municípios participantes, incluindo a alimentação e hospedagem de todos os monitores", disse a coordeanção.
O processo de capacitação foi ministrado pelo professor Francisco que veio do Rio de Janeiro representando a Confederação Brasileira de Basquete, Federação Cearense de Basquete junto a empresa Eletrobrás, como patrocinadora do programa “Basquete Social” que vem sendo desenvolvido em todo o país.
Aurora esteve representada pelo seu secretário de Cultura e Esporte José Cícero, bem como pelos monitores Alisson Santana e Luis Mário.
Na parte da tarde, todos os participantes conheceram de perto os projetos da Ong Matulão assim como a Escolinha de Vaqueiros desenvolvida pela entidade junto às crianças carentes da comunidade. A escola de vaqueiro representa uma iniciativa das mais pioneiras e interessantes de todo o país, disse o secretário JC.
“A intenção mais geral do movimento capitaneado pelo professor Demóstenes, juntamente com a ASP-Cariri é, aglutinar todos os municípios caririenses filiados representados pelos seus secretários de esporte em torno da formulação de um projeto comum para toda a região”, disse. Não podemos permanecer a mercê das velhas iniciativas que comprovadamente, não promovem o crescimento ascendente do desporto interiorano. Precisamos mostrar e, sobretudo provar para o litoral que o nosso Cariri tem potencial e capacidade de desenvolver uma política de esporte a contento. Estamos por assim dizer, redescobrindo por nós mesmos os caminhos das pedras, concluiu.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mesmo com um empate seleção de Aurora fez bonito na II Copa Máster de Missão Velha



Diante de uma bela exibição, a seleção máster de Aurora estreou neste último sábado, (03) em Missão Velha na II Copa de Futebol Máster do Cariri com um empate de 3 x 3 contra a equipe da casa. Logo aos 15 minutos da primeira etapa o time de Aurora num contra-ataque rápido abriu o placar através do centroavante Tico que recebendo um passe rasteiro de Júnior pela direita, e na cara do goleiro só teve o trabalho de botar para dentro.
Mesmo dominando a partida aos 25 minutos do primeiro tempo numa falha glamorosa do arqueiro Charles, o time de Aurora permitiu o gol de empate assinalado pelo atleta Cícero Jibóia num tiro de média distância; seguido do segundo oriundo de um cobrança de falta com Zé Mário aos 37 minutos.
Na segunda etapa, o selecionado aurorense continuou tendo o total domínio da partida mesmo com alguma dificuldade no setor de meio campo dada a ineficiência na distribuição de bola para os atacantes, tico e Tabajara. Daí vindo sofrer o terceiro gol numa fraca cabeçada do atacante missãovelhense Zé Mário ampliando o placar para 3x1. em mais uma falha do goleiro que jogava no improviso.
Com o placar desfavorável a seleção de Aurora partiu para 'o tudo ou nada'. Passando a atacar com quatro jogadores na linha de frente. Com passes rápidos e quase cadenciados o time “sol nascente” terminou por envolve a equipe adversária quando numa jogada de profundidade o jogador Tabajara recebeu de Tabosa, ganhou do zagueiro e pela esquerda num tiro cruzado marcou o que seria o segundo gol de Aurora aos 12 minutos.
Depois, a equipe caiu literalmente nas graças da torcida chegando até a perder alguns gols. Mas continuou buscando o gol de empate com uma série de jogadas que deixaram a defesa do time local totalmente perdida. Até que aos 21 minutos da etapa final numa bonita jogada pela direta o jogado Zé Paulo driblou dois zagueiros e já dentro da área fuzilou num tiro rasteiro que estourou na trave, na sobra mas uma vez o atacante Tabajara encheu o pé quase num sem pulo, indo a bola foi morrer no fundo da rede. Não dando nenhum chance para o goleiro adversário.
Após tomar o terceiro gol o time da casa recuou completamente sendo até o final pressionada pelo seleção de Aurora que até o apito final do árbitro, em vário ataques buscou o gol da vitória.
A forma com que a representação de Aurora jogou chegou a impressionar todos o espectadores, incluindo a equipe de organização da copa que fez vários elogios a performance da equipe.
Aurora volta a jogar no próximo dia 18/04(domingo) às 8:30 no estádio “O Dantão” contra contra o time de Abaiara e no dia 24 às 18:30 contra o time de Jardim. Na chave de Aurora todas as partidas que já aconteceram tiveram o empate com resultado.
O técnico de Aurora Cícero Iborepi, gostou da atuação do time e disse está confiante num rendimento ainda maior da equipe após a série de treinos preparatórios que está preparando para toda esta semana. Já a prefeitura através da Seculte vem dando o total apoio como forma de incentivar o futebol aurorense também na categoria máster (veteranos).
Assim que o jogo terminou em Missão Velha o prefeito Adailton Macêdo ligou para o secretário José Cícero para saber do resultado. "O empate de 3x3 teve o sabor de uma grande vitória pois demonstrou o poder de reação do nosso time. Podemos dizer que os gols que tomamos foram verdeiros "acidentes". Além do mais jogamos com a equipe da casa com maior tempo que estão juntos. Além do desfalque do goleiro a nossa equipe praticamente ainda não entrou coletivamente, o que deverá começar esta semana", dissse o secretário. O nome de Aurora, foi bem representado esta noite aqui no 'Dantão", sobretudo pela organização e pelo nível de futebol que nossa equipe apresentou.
A seleção de Aurora jogou com a seguinte escalação:
1- Charles
2- Luciano
3- Josimar(Tabosa)
4- Ceará
5- Rato
6- Esquerdinha(Zé Paulo)
7- Tico(Raimundo Camila)
8- Júnior Cachoeira(Dudé)
9- Tabajara
10- Nilton Luna(Chico Ká)
11- Cícero Milagres
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Técnico: Cícero Iborepi
Auxiliar técnico: Pedóca
Massagista: Piu de Góia
Atletas recém inscritos:
Paulinho
Mário
Paulo.
Cian
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Grupo A:
Missão Velha
Jardim
Abaiara
Aurora
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Resultados das partidas já realizadas:
Missão Velha 2 X 2 Abaiara
São Vicente(MV) 2 X 4 Barbalha
Palmeira(MV) 0 X 0 Estrela Máste(B)
Mauriti 4 X 0 Juazeiro
Missão Velha 3 X 3 AURORA
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Participam da II Copa de Futebol Máster em Missão Velha:
Aurora, Jardim, Abaiara, Mauriti, Barro, Porteiras, Barbalhas, Juazeiro do Norte, alguns municípios como mais de um representante.
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Da Redação do Blog d'Aurora
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