quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Selo Postal e Carimbo com o Brasão de Aurora já estão sendo utilizados pelos Correios


1- Carimbo dos Correios: pintura de Arnaldo da Ingazeiras. 2- Brasão/carimbo

O Selo postal e o carimbo oficial contendo o brasão de Aurora já estão sendo utilizados desde o último dia 10 pela agêncio dos Correios, bem como pela Secretaria de Cultura e Prefeitura nas correspondências diárias e mala-direta.

Com o lançamento do selo postal de Aurora por ocasião dos seus 126 anos de emancipação o município leva para o resto do Brasil e o mundo uma obra de arte das mais expressivas intitulada de “Aurora iconográfica” pintada pelo jovem pintor Arnaldo das Ingazeiras. O mesmo reside no distrito de Ingazeiras acerca de 23 km da sede do município. O lançamento do selo pelos Correios foi acompanhado também da feitura de um carimb0 com a estampa do Brasão oficial de Aurora obra do chargista Erivan de Lavor, funcionário da Seculte-Aurora.
O ato de lançamento aconteceu no dia 10 de novembro – dia do município, por ocasião da missa solene ocorrida na igreja matriz. Na ocasião estiveram presentes os representantes da regional dos Correios, além da agência local. Várias autoridades além do prefeito Adailton Macedo fizeram a obliteração oficial do Selo e do carimbo. “Foi uma maneira que utilizamos para registramos para a posteridade o momento histórico que foi a comemoração do aniversário dos 126 de Aurora”, disse o secretário da Seculte. Várias instituições, além do museu nacional dos Correios arquivaram o nosso selo para os pesquisadores e colecionadores, disse ele. Aurora agora começa a fazer parte dos municípios modernos que tendo o que mostrar para o país participam de iniciativas pioneiras como esta”, finalizou.
Da: Redação do Blog da Aurora/Seculte.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O mundo sucumbirá mesmo em 2012 ou os Maias não tinham o que fazer?*

Diante de tantas catástrofes naturais que ora se abatem em todos os quadrantes do planeta a velha idéia do final do mundo nunca esteve tão em voga como agora. E não é por menos; visto que a civilização humana vem passando por um acelerado processo de deterioração em todos os aspectos que se possa imaginar. E isso de algum modo tem se refletido nas esferas da vida terrena, tanto do concreto quanto do campo magnética e espiritual da biosfer, além de interferir na vida cotidiana das pessoas.A energia da negatividade há muito vem superando o lado positivo dos chamados pólos planetários. Não se trata apenas de uma discussão mística ou suprafísica das atuais condições em que vive a humanidade, mas, sobretudo de avaliarmos com os olhos da razão todo o estágio de descalabro em que se encontra mergulhado o planeta e os que nele habitam. Estamos vivendo um momento crucial em que o homem contemporâneo está sendo chamado a escolher: Ou muda sua forma de convivência com a natureza e com seus pares, ou conhecerá inapelavelmente daqui a pouco, o mesmo fim que tiveram os dinossauros. E o que é pior: já adentramos o ponto limite. Não há mais tempo para espera. Daqui a pouco, tudo será irreversível... Portanto, esta é de fato, uma caminhada sem volta. Há fortes sinais de que o planeta está doente, moribundo a nos pedir socorro. Tudo por conta das diversas atividades antrópicas, com que os seres humanos têm sistematicamente desrespeitado, degradado e maltratado, ao longo da história planetária, a mãe-natureza e os seus recursos naturais.Terremotos, tufões, tsunamis, secas, desertificações, fome, extinção de espécies, poluição, aquecimento global, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, derretimentos das calotas polares, elevação do nível do mar, escassez de água e tantos outros malefícios relacionados à natureza têm sido uma tácita evidência de que algo de muito grave vem vindo por aí ao nosso encontro. O desequilíbrio climático agora é um fato gritante que de algum modo devia gerar preocupações em todos os habitantes da Terra, em especial, nas hostes do poder mundial. Mas ao que tudo indica, o alerta parece que não está sendo ouvido.Ainda não sabemos até certo ponto, se os livros sagrados de diversos povos e religiões do mundo estão corretos. Porém, se formos observar atentamente o que dizem, por exemplo, os Vedas, a Bíblia, o Alcorão, o Talmude, o Bhagava Gita, o Torah, a Cabala, dentre outros, é possível constatar uma curiosa proximidade de observação naquilo que ambos descrevem. E mais que isso. O mais incrível é que a maioria dos fatos apontados, além de convergirem para um ponto comum vem sendo comprovada um por um nos dias atuais. Não estamos diante de nenhuma profecia mirabolante ou embuste de falsários, como sempre foi comum encontrar de tempos em tempos. No entanto, a desordem em que se encontra os fenômenos naturais e a própria humanidade nos levam a acreditar que algo está prestes a ocorrer e de maneira definitiva, isto é, a destruição total da espécie humana e da biodiversidade como um todo. Há, inclusive quem diga que o impacto da atual civilização sobre o planeta é bem menor que o impacto de um meteoro, como aquele que supostamente provocou a extinção dos grandes répteis há milhares de anos.A história tem provado, agora com a aquiescência da ciência moderna, de que a Terra já passou por várias catástrofes, num ciclo que vem se repetindo ao longo das eras geológicas e naturais por que passara a Terra. O que redundou em pouco mais de 5 longas eras glaciais quando a vida no planeta praticamente cessou por cerca de 41 a 100 mil anos. E, Quando a vida na terra foi praticamente extinta, tendo que começar literalmente do marco zero. A mais recente destas destruição em massa, ocorreu a cerca de 150 milhões de anos que coincidiu com o fim dos dinossauros. Provavelmente ocasionada por um choque de um grande corpo celeste, um meteoro gigante que atingiu violentamente a terra. Como um organismo vivo e sensível, basta dizer que um mínimo desvio, por menor que seja no eixo da terra trará conseqüências imprevisíveis para a sobrevivência dos diversos organismos. De modo que um choque com um corpo espacial redundará numa destruição em massa de todas as espécies biológicas da Terra.Os profetas do apocalipse reservam agora o final do ano de 2012, como o momento em que o mundo chegará ao seu final. Tendo por base, entre outras coisas, o calendário da civilização Maia, um povo que já não existe e, que viveu na mesoamérica pré-colombiana. O tal calendário termina curiosamente em 2012 e aponta de modo profético uma série de eventos fatalistas como colisões de meteoros e planetas gigantes com a terra, além de tempestades solares que deixarão o planeta às escuras, colapso dos ecossistemas, epidemias, tremores sísmicos, vulcões e ondas gigantes que adentrarão cerca de 160 km no continente.Para alguns sensitivos, há um esquema para a evacuação do planeta organizado por naves interplanetárias de outras civilizações extraterrestres espalhadas pelo cosmos, por sinal, mais avançadas que nós, cientíco-espiritual e tecnologicamente. Para estes sensitivos e outros pesquisadores adeptos da ufologia mística, um terço da população terrena irá sucumbir. Somente as partes mais altas da terra ficarão incólume e os que lá estiverem sobreviverão. Nunca é demais lembrar que o grande cientista Albert Einstein, um dos mais inteligentes que pela Terra já passou, alertara: “sem as abelhas, os homens desaparecerão em quatros anos”. Mais uma profecia? Não. Isso agora é uma constatação. As abelhas estão desaparecendo da face da Terra. Atacadas que estão por agrotóxicos, poluição, desmatamento, vírus e desorientadas pela confusão do campo/polo magnético da Terra, não coseguindo assim retornar às suas colméias. 90% da polinização dos vegetais do mundo é feita pelas abelhas. A situação ambiental e de convivência social e espiritual das pessoas estão tão grave que agora Nostradamus passou a ser a bola da vez.O fim do mundo agora tem o respaldo, inclusive da ciência. O planeta vem dando claros sinais do seu esgotamento vez que não consegue mais repor tudo o que os 6,7 bilhões de pessoas vem consumido como verdadeiras formigas e gafanhotos devoradores dos recursos naturais.Se em 2012 a Terra sucumbirá, ninguém saberá ao certo. A ordem agora é simplesmente esperar. Todavia, uma coisa é certa: A natureza já começa a cobrar de todos nós, seus honorários ambientais. De modo que o desequilíbrio climático e a degradação dos ecossistemas terrestres são apenas alguns dos fortes indicativos de toda uma desordem terrena que só tende a piorar. Resta-nos, portanto, a tomada de uma nova consciência cósmica calcada numa visão holística, humana e espiritual da vida e do planeta, enquanto ainda há tempo. Porque daqui a pouco nada poderá ser feito...A propósito, se ainda não estamos no fim do mundo, estamos pelos menos adentrando o começo do fim.
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Por: José Cícero
Aurora - CE.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tanta Existência, Por Quê?

Às vezes começo a viajar no infinito, percorro na minha medição, as tantas formas existentes, que são planetas, estrelas, luz, escuridão, quasares, gargantas de buracos negros são tudo uma imensa interrogação. Planetas lindos, inclusive, solitários, amorfos, gelados, consistentes, as mais das vezes verdadeiras obras de arte, obras de arte que, talvez nunca sejam apreciadas pelos seres humanos.
E triste saber que a humanidade ainda não pode contemplar todo este carrossel existencial, giratório, de um passo de uma galáxia para outro é um questão de fração de segundos, o mais interessante são as formas, todas as formas são totalmente diferentes, na verdade não existe igual ou semelhante à outra.
Tudo é encantador, talvez o encantamento seja o fato de a cada pisada tudo ser diferente, o que causa repugnância é realmente a primeira pisada, a gente sempre tem a impressão de que está em outro mundo.Nunca passa pela nossa cabeça de que estamos no mesmo universo. O que chama a atenção não é bem a pisada em si, mas a compactação da pisada, não sei se é um fator psicológico ou não, mas parece que estamos pisando em uma geléia, ou algo que vai nos afundar, talvez a gravidade no planeta terra seja o responsável por esta sensação estranha, na verdade me sinto um estranho, um invasor, um desbravador, um pioneiro de uma história que talvez nunca acontecerá, até porque, as nossas atividades no planeta terra não oferecem esta oportunidade de forma plena para o pensar humano nesta dimensão.
Talvez um impedimento psicológico, o medo do desconhecido, a certeza de um vazio que jamais tem fim. Outro dia eu fui até os confins do universo, foi um passeio maravilhoso, não tem como explicar, o eixo giratório do universo consegue apagar toda a sensação da compreensão do que temos como real aqui na terra. Confesso que a viagem foi muito divertida, pois, tudo no universo não se repete é sempre o nascimento de um novo mundo - me senti a pessoa mais feliz do mundo, eu pensava que aquele passeio era um presente único, que eu tinha sido o escolhido para contemplar e apreciar o universo como um todo.
Na verdade, quando eu já tinha atravessado boa parte do universo, por um impulso, que não sei explicar o porquê - pedi para o meu guia parar a nave - por alguns instantes, o que fui atendido prontamente. Parei e entendi o motivo de minha solicitação, é que, no meu íntimo, o meu referencial é o planeta terra, e eu queria ver a minha querida e amada terra.
Levei um susto muito grande, procurei a terra, pedi a meu guia uma luneta, girei a luneta em todos os sentidos e nada de terra. Quando eu vi que não tinha condição de ver a terra que se encontrava a anos-luz de distância, entrei em desespero, depressão, crise de pânico, enfim, só me vinha à certeza de que eu estava perdido no universo; ou o contrário, o universo sem terra não é universo, presumo que se fosse outra pessoa que tivesse esta oportunidade teria continuado a viagem sem nenhum prejuízo para, se iria ter ou não um referencial para viver, ou dizer - eu sou um sem humano com terra, ou sem, para mim foi como uma fatalidade. Se a terra não está presente, eu também não estou, diante deste raciocínio tolo, tive que retornar o planeta terra e deixar de contemplar todas as maravilhas do cosmo.
(*) Por: Luiz Domingos de Luna
Membro da Ordem Stª Cruz
Professor e consultor da Revista Aurora.
Foto: Internet/satélite no momento do Tsunami.

Secretaria de Cultura estuda Simpósio que abordará os 83 da 1ª Passagem de Lampião e seu bando por Aurora

No último, sábado (21) a Secretaria de Cultura de Aurora, por intermédio do secretário José Cícero esteve visitando em Juazeiro do Norte o diretor do grupo ‘Cabras de Lampião’ – o folclorista, cineasta, ator e diretor Sérgio Barros(foto). Na ocasião foi discutida a viabilidade da realização do 1º Simpósio Municipal sobre os 83 anos da 1ª passagem de Lampião pelas terras aurorenses. Além de uma exposição sobre a temática lampiônica e o cangaço como fenômenos tipicamente nordestinos. Ainda, segundo o secretário, existe igualmente a proposta da apresentação de peças de teatro acerca da história do rei do cangaço encenada pela Cia. de Teatro Cabras de Lampião e uma outra, pelos que integram o Núcleo de artes cênicas da própria Secretaria de Cultura local. Atividades que, como pensa ele, ocorreriam de forma simultânea ao evento principal.
Um roteiro turísticos acerca da trajetória percorrida por Lampião e seu bando e prédios históricos de Aurora também faria parte da agenda comemorativa, aberta aos visitantes, conforme enfatizou José Cícero.“Iremos levar a idéia para a apreciação do prefeito Adailton Macedo, em seguida à reunião mensal de avaliação que promovemos com toda equipe da secretaria”. “É certo dizer que Aurora protagonizou uma das páginas mais marcantes e emblemáticas da história do cangaço e de Lampião. E isto está bem contado na Revista Aurora com riquezas de detalhes”.
"Basta sabermos que vários conflitos entre a volante e o bando de Lampião aconteceram aqui, sendo o mais significativo o que ocorreu no sítio Ribeiro. Além da conhecida tentativa de envenenamento ocorrido na Ipueiras, o seqüestro do patriarca dos Liras na Lagoa do Mato, sem esquecer a ligação de Lampião com os Penitentes da Ordem Santa Cruz e com o coronel Izaías Arruda, um dos maiores coiteiros do bandoleiro na região, bem como toda a estratégia para invasão de Mossoró que aconteceu aqui sob a logística de Massilon Leite, dentre outros fatos. De tal sorte que tudo isso precisa ser contado, recontado, reescrito, reavaliado e resgatado numa perspectiva histórica avançada. Por isso a razão do evento que propomos para o final do ano. Diria ainda que a história do cangaço é a própria radiografia da realidade social sertaneja secularmente abandonada e espoliada pelas elites da dominação econômica e do poder".
Com o tema do cangaço e Lampião também podemos informar, esclarecer e educar a sociedade no que diz respeito aos fatos importantes e marcantes do nosso passado.Ainda em julho do ano passado por ocasião da publicação da Revista Aurora o professor José Cícero, juntamente com Luiz Domingos e Ronaldo Santos já mantinha contatos com a direção da Sociedade Brasileira de Estudo do Cangaço(SBEC) que inclusive, esteve visitando alguns locais por onde o rei do cangaço e seu bando passou na terra do Menino Deus. Naquela ocasião os pesquisadores da SBEC foram recepcionados pela Revista Aurora.Conforme José Cícero, existe ainda a grande possibilidade de uma série de apresentações cinematográficas dentro do projeto que a Seculte está concluindo, intitulado de Cine-Sertão. A idéia é popularizar a sétima arte através da apresentação de filmes que tratem da realidade regional e nordestina, sem esquecer o incentivos à produção local, amadora. Para tanto, o cineasta Sérgio Barros já se dispôs a fornecer algumas das suas produções, como também a secretaria de Cultura de Barbalha e a comissão do Cariri Cangaço através do ativista cultura Manoel Severo.
O professor historiador da UFPB Francisco Pereira, que também é membro da SBEC com sede em Mossoró-RN em contato com o secretário de cultura deAurora também já dispôs a ser um dos palestrantes.Em Juazeiro, o chefe da Seculte conversou demoradamente com coordenador dos “cabras de Lampião” e viu de perto peças, adereços, cenários, fotografias e outros equipamentos do grupo guardados no antigo prédio da estação ferroviária da cidade ciceropolitana. “Acho até que todo aquele rico material merecia um tratamento melhor, vez que se encontrava meio que espalhados pelo chão e sem uma acomodação mais digna e adequada para um acervo cultural e histórico daquela envergadura”. Cumpre destacar que em breve a equipe da Seculte participará de um encontro com a Cia. juazeirense no sentido de finalizar as discussões acerca do referido projeto.
Da Redação do Blog da Aurora e SeculteAurora.
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domingo, 22 de novembro de 2009

“Repentistas na feira-livre de Aurora, um ato de resistência da cultura popular”



Poetas: Nelinho do Repente e Chico Balbino em plena versificação do improviso
Uma visão que aos poucos vem ficando cada vez mais rara no nosso dia a dia interiorano...
Trata-se das apresentações culturais que no passado eram comuns no meio das feiras-livres do nosso interior e até mesmo das capitais nordestinas.
Com quase nenhum espaço institucional voltado para a arte e a cultura tradicional naqueles anos difíceis, eram necessárias algumas saídas alternativas. E os artistas ao seu modo as fizeram com grandeza e maestria: as feiras-livres como palco de suas apresentações até como uma forma de agregar valor as mercadorias de alguns vendeiros-viajantes; verdadeiros maqueteiros do nosso passado. Com a total inexistência de canais públicos, os artistas dos grotões do mundo sertanejo faziam uso da sua verve inventiva e criativa para ganhar alguns trocados fazendo suas apresentações para grandes platéias no meio das feiras em cidadezinhas perdidas pelo oco do mundo. Por sinal, um ambiente dos mais populares e multifacetados que tinham a cara e o jeito da cultura e da arte popularizadas pelos sertões.
De modo que as feiras-livres do nosso interior, sobretudo, se transformavam de vez não apenas num espaço de trocas mercantis, bugigangas e outros produtos do 'celeiro' sertanejo, mas principalmente possibilitando um ambiente dinâmico à ludicidade ao lazer e ao entretenimento barato para uma gente que no mais das vezes, não tinha acesso sequer ao rádio, ao circo, ao teatro, ao mamulengo, enfim ao mínimo das ferramentas que existiam numa época em que fazer cultura e arte era coisa para quem não tinha mais o que fazer na vida.
Neste contexto de imensas agruras e dificuldades a feira-livre era uma festa. E mais do que isso: um espaço dos mais democráticos e socializantes aberto à criatividade dos que faziam de algum modo, uso da cultura artistica, do folclore, assim como de outras invenções populares, às vezes misturando-as com o interesse comercial. Algo que muito ajudou a população dos sertões, distante de tudo, a conhecer a arte do seu dia a dia. Como um atributo da sua própria lida cotidiana em que as manifestações da cultura popular também de alguma maneira faziam parte... Afinal de conta quem não recorda com uma ponta de saudade: do casimiro coco, do homem da mala e da copra, do caipira, do cego sanfoneiro, dos emboladores, dos recitadores de versos d cordéis, do homem que engolia espadas, facas e prégos, dos retratistas com as suas lambe-lambes, dos grandes desafios dos violeiros antigos, das louceiras com as suas belas peças do mais puro barro da ribeira, dos santeiros, da vendedora de bonecas de pano, das artesãs das flores coloridas dos santos, do flandeiros com os seus objetos criativos e candeeiros, dentre outros artesãos que como deuses tinham o dom de dá vida à matéria inanimada e plásticidade ao fazer artístico pelas mãos, inteligência, gesto e voz.
Conquanto, muito do que ainda nos resta hoje das tradições artísticas do passado, devemos ao ambiente franqueado pelas feiras-livres de outrora. Pena que hoje, tudo isso está desaparecendo da nossa realidade social, afogada no lamaçal da modernidade dos amplos mercantis, super/hiper mercados, shopping center e tantas outras denominações e invenções modernas e modernizantes. Ao ponto de as pessoas, notadamente à juventude estudantil admitirem ter vergonha de fazer nos dias atuais, suas compras nas feiras-livres.
Portanto, a presença de repentistas populares das feiras de Aurora, constituir(ainda hoje) um ato de pura resistência a este fantasma da pós-modernidade – a cultura dos enlatados - que muito deseduca, desinforma, descaracteriza e afasta o povo das suas raízes socioculturais, bem como da sua necessária autenticidade. Ou seja, a cultura alienígena imposta a todos pela mídia, vem quebrando de forma sistemática a identidade de toda uma geração com o seu passado e as manifestações da nossa cultura popular.
Outro dia em plena tarde de sábado, final da feira-livre deparei-me com uma rara surpresa: uma roda de pessoas no meio da feira a assistirem naquele calorão, mesmo embaixo das poucas árvores que ainda restam no centro comercial, uma dupla de violeiros – Nelinho do repente(da Ingazeiras) e Chico Balbino(Patos) com seus belos motes e improvisos ao sabor do que pedia os fregueses espectadores. Os dosi repentistas populares faziam por assim dizer, a única alegria que se percebia no pouco que ainda existe da feira-livre de Aurora. Um momento em que todas as reminiscências do nosso passado povoavam num turbilhão de recordações a nossa cabeça plena de esquecimento e ilusões. Por isso precisamos incentivar de todas as formas possíveis estes artistas do povo, posto que estão além do tempo presente: do passado e do futuro. São todos eles que constituem a ponte frágil que ainda nos ligam ao passado das nossas verdadeiras manifestações da cultura popular.
Por: José Cícero
Sec. de Cultura/Aurora-CE.
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blog do Crato
Especial para a Revista Aurora.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Semana do Município 2009

Barbárie Social ou Sociedade da Barbárie?


Há quem diga que estamos prestes a vivenciar o estágio da barbárie a qualquer momento. Que me perdoem os incautos e os iluminados da esperança pelo meu pessimismo exagerado, mas diria que a tal barbárie já nos chegou faz tempo.
Não sei por qual motivo geral, mas digamos que o capitalismo no seu estágio terminal tenha de algum modo substantivo, dado uma forcinha das mais consideráveis a este atual estado de coisa. Dentre as quais por intermédio de alguns expedientes do tal sistema, dentre os quais: a competição desenfreada, a fome devoradora do ter além da conta e em detrimento do Ser. A febre da lucratividade em todo o quer se faz.
Ademais, é forçoso dizer que a suposta barbárie que possa nos vir é uma piada; o fato que é que a tal barbárie que eles falam já a vivenciamos e, só não nos demos conta, simplesmente porque nos acostumamos a ela. Somos seres altamente adaptados e adaptativos... Com quase tudo que há de ruim também nos acostumamos e por esta razão ficamos quase sempre no lugar-comum da praxe social.
Resta saber se também nos tornaremos bárbaros-selvagens por capricho ou convieniência, posto que em todo o resto, de alguma maneira já nos adaptamos aos malefícios que lhe é peculiar(digo a barbárie).
Destarte, o desejo de poder. O sonho de se dá bem a qualquer custo... A mania de grandeza, a ânsia louca de consumir e de se mostrar para os outros o que não é. O fisiologismo, o modo de vida elitista e maquiado, tudo isso num só conjunto vem contribuindo efetivamente para a deterioração do mundo, da vida e do gênero humano como um todo. Chegou-se ao tempo em que alertara o mestre Rui Barbosa, de o homem sentir vergonha de ser honesto. Agora, confesso que piorou, posto que haveremos de ter medo/receio de não sermos selvagens, brutamontes, violentos, salafrários... A sociedade denominada de pós-moderna perdeu seu rumo. Está sem prumo e sem contenção naquilo que a coletividade mais temia que se chegasse um dia: o estado de barbárie absoluta. Mesmo pagando um alto preço por este descalabro, figimos não enxergar o óbvio. Como se tamanha desfarçatez não fosse igualmente uma característica inerente a esta situação calamitosa. Somos em nossa maioria uma gente sem nenhuma espécie de comprometimento real com os princípios éticos e morais. Deseducados, amorais, patéticos, ignorantes, desobedientes, covardes e mentirosos... Quando não nos dispomos a enxergar isso, creio que estamos com efeito, mentindo para nós mesmos. Esta é, impreterivelmente, a sociedade da modernidade tecnológica supostamente avançada, mas que se mostra contraditória, em face de todo o atraso que se verifica em outros aspectos importantes do seu dia a dia.O gênero humano está mergulhado numa crise humana, moral, cristã e social sem precendentes. Vivemos por conta de tudo isso, uma verdadeira época apocalíptica não apenas no quesito da moralidade ou da solidariedade humana, mas, sobretudo e, inclusive na maneira com que nos relacionamos com a mãe natureza e os recurso naturais. O planeta está por um fio. A sociedade hodierna há muito que vem perdendo os seus antigos referenciais. Dantes importantes para o equilíbrio e a harmonia natural, ético-social e humano. O homem nunca se comportara tão mal diante dos seus irmãos de caminhada e do estado de direito como agora se apresenta. De modo que nunca em outro momento da história, se tornara tanto, “lobo do próprio homem”. Ao ponto que, chamar o homem de racional é força de expressão ou no mínimo, uma definição bizantina e também a um só tempo precipitada.
O homem atual é o que esta sociedade promíscua e deletéria vem fazendo amiúde dele mesmo.
No mais, todo o resto não passa de pura ilação de poetas.
Por José Cícero
Aurora-CE.

Novo Presidente da AFA visita Aurora onde foi recebido pelo pref. Adailton Macedo, 1ª dama e o Sec. de Cultura.




Recentemente esteve em Aurora o atual presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora (AFA) residentes em Brasília – o Dr. Vicente Nunes Magalhães. O mesmo se fez acompanhar da sua esposa que por sinal é filha do Juazeiro do Norte. O Dr. Vicente foi eleito presidente da AFA na última eleição da entidade(22 de agosto) em substituição ao Dr. Hamilton Leite Cruz.Em Aurora o presidente da AFA foi recepcionado pelo secretário de Cultura José Cícero que logo o dirigiu para um encontro/visita de cortesia com a 1ª dama Rose Macedo no gabinete do prefeito e, em seguida o prefeito Adailton macedo o recepcionou no bairro São Benedito onde se encontrava.
Foi uma conversa das mais agradáveis onde se pontuou diversos assuntos onde Aurora, seus filhos e sua história foi sempre o tema central. Também se falou, como era de praxe, de política, das dificuldades fiannceiras, dos serviços públicos oferecidos à população, bem como da própria AFA e os seus integrantes.
No final o Dr. Vicente e sua esposa foram convidados para um almoço como o prefeito, o secretaário e sua equipe na churrascaria Planalto na entrada da cidade na vila Paulo Gonçalves. Momento em que a conversação sobre os temas aurorenses tiveram prosseguimentos.De lá o presidente visitou as criaças que participam do projet0 1º passo no CSU – Maria da Soledade Landim onde o mesmo fez uma pequena e bela explanação para os jovens presentes, onde falou da importantacia do estudo, da educação e da autoestima, do mercado de trabalho e do conhecimento como um elementoo fundamental para o sucesso profissional de todos.Acampnahado do secretário o representante da AFA visitou ainda o antigo prédio da estação ferroviário agora totalmente reformado e onde funciona a biblioteca Antonio Jaimemde Alencar araripe cumpromentou funcionários e viu o acerco bibliográfio recém adquirido pela Seculte-PMA.. Como também o antigo prédio da casa do agente revitalizado pela prefeitura para abrigar a sede da secretaria de Cultura. Visitou obras de artes expostas na local e mais baixo no sótão, o ateliê do artesaão Dil andré onde prestigiou peças de artes, quadro, escultura e miniaturas de carro antigos, que inclusive comprou um belo exemplar para dá de presente ao seu neto em Brasília.De lá o presidente viajou para Juazeiro para pegar o vôo para a capital cearense e de lá para a corte do poder.
Da: Redação
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Representantes da Secretaria de Cultura do Estado visitam patrimônios históricos em Aurora










Durante dois dias esteve visitando Aurora uma equipe técnica de inspeção do patrimônio histórico da Secretaria de Cultura do Estado. Composta por um engenheiro civil, um projetista-desenhista e um historiador a equipe da Secult estadual empreendeu visita à sede e ao distrito de Ingazeiras. Ocasião em que realizou levantamentos acerca de alguns dos mais importantes monumentos do patrimônio histórico e arquitetônico de Aurora, a exemplo do Casarão do Cel. Xavier localizado ao lado da matriz, uma construção de 1831 e que fora recentemente adquirido pela Prefeitura; o antigo prédio da Estação Ferroviária(sede) construída em 1920 revitalizada pela gestão municipal e onde já funciona a Biblioteca Pública; bem como o prédio que antes servia como residência da chefia da estação e que agora foi também adquirido pela prefeitura que ora abriga a sede da Seculte-Aurora.Acompanhada do secretário de cultura José Cícero, a equipe também visitou a Estação ferroviária de Ingazeiras, a antiga Casa do Agente da Reffsa, além do local onde no passado existiu a velha capela de São Benedito, edificada pelo ex-escravo o preto Benedito ao lado do Rio Salgado no bairro da Aurora Velha( local conhecido ainda hoje como as Beatas).O levantamento realizado pela equipe da Secult-CE irá possibilitar a aquisição de recursos e projetos além de futuras parcerias com alguns órgãos do Governo Federal e Estadual, afirmou secretário. “Este levantamento é uma forma de comprovarmos oficialmente de que Aurora possuir um patrimônio histórico de relevante valor cultural e que para tanto, necessita com urgência do apoio governamental para que possamos instituir uma política de preservação, manutenção, resgate e difusão das nossas potencialidades nesta área”, disse. “Este estudo técnico posto agora no papel e levado ao conhecimento das esferas públicas nos ajudará no processo de encaminhamento de projetos e outras reivindicações culturais, sobretudo na questão de formulação de proposta para os editais voltados para este setor. Por isso não vamos dá trégua a esta luta de manutenção e preservação da história aurorense.
Quando estivemos na capital em companhia do prefeito Adailton Macedo o secretário Auto Filho foi bastante receptivo a nossa causa, de modo que esta vinda do pessoal técnico é resultante daquela reivindicação que agora irá continuar”. Completou, “sabemos que para tudo na esfera pública é preciso ousadia e iniciativa política para acontecer a contento e por aqui temos um prefeito que considero de uma visão cultural das mais expressivas que é o Adailton. Um cara que não se preocupa apenas com questões comuns como a maioria... Uma prova da sua determinação é o que já foi feito nestes dez meses, muito mais do que muitos dos que passaram pelo poder local. A qualidade do trabalho que vemos na área da cultura e do esporte, por exemplo, é uma prova da sua disposição em fazer o melhor em favor da coletividade da sua terra.
A compra do prédio onde agora funciona a sede da cultura, a compra do casarão do coronel Xavier, são indicativos da sua missão inovadora, que confesso até me surpreende, pois estamos num momento de crise e praticamente edificando os alicerces de um plano cultural que sequer existia quando assumimos. No entanto; a inteligência, o desprendimento e a visão de futuro e de contexto histórico e social vem fazendo a diferença e, mais que isso: têm resultado em ações importantes como estas”.
“Muita coisa ainda tem por ser feita e nós iremos fazê-las, inclusive com a participação efetiva dos nossos artistas, artesãos e de todos os que se sentem de algum modo tocados pela arte e a cultura desta terra maravilhosa”, finalizou o secretário. Em contato com o coordenador da equipe o professor e poeta Otávio Menezes, o secretário José Cícero já agendou uma outra visita quando os mesmos conhecerão de perto o Cemitério da Bailarina(no Carro-quebrado/Antas), a Massalina( na Volta), as minas do Coxá e outros atrativos naturais do rio Salgado. Uma vez no Casarão, o pessoal da equipe ficou impressionado com o péssimo estado de conservação do velho sobrado. Na oportunidade, o secretário convidou o professor Luiz Domingos para acompanhar de perto todo o levantamento empreendido pela Secult-CE.
Da: Redação do Blog da Aurora, do JC e da Seculteaurora
Leia Mais em:
www.jcaurora.blogspot.com
www.seculte.aurora.ce.gov
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Casarão do Cel. Xavier: Uma reflexão precisa e necessária


Com a decisão acertada do prefeito Adailton Macêdo em adquirir o antigo casarão do Cel. Xavier – o fundado de Aurora - creio que cabe agora a cada aurorense, fazer sua reflexão acerca da importância ou não deste ato. Notadamente os intelectuais, os formadores de opinião, os professores, os pesquisadores, os autodidatas, enfim todos aqueles que de alguma maneira devem(ou deveriam) nutrir um sentimento de amor e afeto à preservação da memória histórica deste município salgadiano e que agora acaba de completar seus 126 anos de história.Creio desta maneira, a população como um todo ficaria mais atenta e vigilante no sentido de um maior comprometimento com as coisas que o passado nos legou e que de algum modo temos o dever de conservá-las às novas gerações e a posteridade. Afinal de contas, não cabe apenas ao poder público por iniciativa muitas vezes isoladas e episódicas dá esta tratativa incomum como forma de preservação histórica. Se assim não o fosse, muito do que já foi perdido para sempre não teria ocorrido.Neste aspecto em particular é que haveremos de relevar como uma iniciativa grandiosa a decisão da compra do antigo casarão, sobremaneira num momento de crise por que passam os municípios brasileiros. Penso ser este um presente que não tem preço, oferecido aos aurorenses justamente num momento em que seus filhos ainda festejam o auspicioso aniversário de 126 anos de uma bela história. Um momento de absoluta celebração... Como se o nosso passado voltasse incontinenti à baila como em vídeo-tape.No entanto, é preciso que se leve esta reflexão para os nossos centros do saber: as escolas em todos os níveis, o ambiente da sala de aula em todos os seus contextos precisam da argamassa temática do nosso próprio cotidiano. Quem sabe parte do desmoronamento do nosso nível de aprendizagem não resida no fato de que carece da praxe freiriana de se trabalhar o que é nosso? A abordagem acerca do velho casarão do coronel Xavier não é apenas história como tal se parece. É ética, cidadania, psicologia educacional, geografia política, filosofia, enfim, uma boa discussão que terá a cara daquilo que nos propomos a fazer dela. A depender do nível de compreensão que teremos de uma iniciativa como esta que também se insere na pedagogia do fazer sociocultural e histórica de qualquer urbe preocupada com seus entes sociais.
O que no fundo fomentará a informação necessária no tocante àquilo que efetivamente nos pertence e criando as condições objetivas para que lutemos por sua manutenção. Urge que façamos com que cada cidadão se sinta sujeito da sua própria história e isso só acontecerá através da consciência crítica e da autocrítica acerca das coisas e do mundo no qual estamos inseridos como sujeitos históricos. E através de uma educação de fato e sem nenhuma máscara como uma ferramenta e atitude de intervenção.Os que não pensam assim de certo modo deseducam mais do que desinformam o que é muito pior. Os que não vêem na preservação da memória histórica uma saída para a compreensão do presente e do futuro de algum modo deletério estão na chamada contramão da história e dos acontecimentos hodiernos. Cada um pensa como quer e como pode, este é um princípio que a democracia lhe confere, no entanto, pensar errado não pode ser nem de longe algo admissível quando o que está em jogo é a tentativa da construção da própria identidade de um povo, cujo papel da história tem um peso especial.Nenhuma civilização regrediu tanto quando esqueceu o seu passado. Nenhum povo conseguiu se perpetuar no tempo e no espaço não fosse o nível de cultura que deixou em formas de registros que vão desde a oralidade, artes, tradição, monumentos, isto é, um conjunto de patrimônio histórico quer seja material ou imaterial. Tudo como indicativo da sua mais alta e inquebrantável identidade social e humana. E Aurora não pode se dá ao luxo de não enxergar este fundamento quase axiológico e pensamental.Portanto, a compra do velho Casarão do coronel Xavier veio em boa hora. Até porque o antigo prédio não suportaria mais uma invernada. Sua situação a cada dia que passa se agrava ainda mais e está periclitante mesmo diante dos olhos de todos. Era como sua presença se desse no nível do invisível ou do supra físico. Sua recuperação arquitetônica, portanto, requer agora um caráter emergencial. O tombamento pode até esperar, mas sua recuperação nem tanto.O antigo casarão representa hoje a mais antiga e, portanto, o mais significativo do patrimônio histórico de Aurora e quiçá de todo o Cariri Oriental. Vez que fora erguido nos idos de 1831 seis anos antes da própria matiz que na época da construção do sobrada não passara de um minúsculo oratório remanescente do padre Antonio Leite de Oliveira, dantes proprietário da fazenda Logradouro, como era chamado todo o espaço circunscrito hoje ao centro da cidade.Após adquiririr por herança a fazenda posto que despousara uma neta do padre, o Coronel Fco. Xavier de Sousa decidiu por construir o sobrado bem ao lado do oratório. E o fez com imponência, uma construção arrojada e grandiosa para a época, algo que pudesse a um só tempo evidenciar o seu poder e demarcar por assim dizer, o centro espacial que a partir de então, seria o núcleo irradiador do seu comando. Um local estratégico escolhido a dedo uma vez que de lá podia se vislumbrar toda a visão panorâmica do que ocorria naquela ribeira de frente para o rio e o nascente. Ainda com amplas janelas viradas para todos os lados, o coronel d’Aurora podia num raio de 360º graus se dá conta em pouco passos do cotidiano da antiga Venda da Aurora. Do alto, o coronel podia ver, por exemplo, o que faziam o preto Benedito na sua capela à margem do Salgado e a mulher Aurora na sua hospedaria a receber com sua graça os almocreves que subiam e desciam do litoral e dos sertões adentrando num verdadeiro frenesi o Cariri, pernoitando na Venda da dona Aurora. Por fim, digamos agora que o velho sobrado, testemunho maior da história aurorense hoje mais do que nunca pertence(como não podia deixar de ser) a todos os filhos desta terra.A aquisição do casarão, é muito mais que uma ação isolada de um gestor preocupado com o bem-estar da municipalidade como seria o lugar-comum de muitos pelo Brasil afora. Mas não. A aquisição do casarão é uma obra da mais alta relevância social, justamente pelo fato de está diretamente atrelada não apenas ao presente, mas, sobretudo ao passado, o presente e o futuro de várias gerações que já se foram e que ainda estão por vir. Uma obra póstuma, pretérita e ainda mais futurista. Uma motivação a mais para que todos os aurorenses nunca mais se sintam distantes dos seus ancestrais o suficiente para não se sentirem parte importante de uma construção humana que nunca termina, malgrado a insensibilidade dos homens.Uma obra que de tão substantiva talvez somente no futuro haveremos de compreender na sua totalidade a imensa valia do seu papel na formação e consolidação da nossa consciência cidadã. Um gesto desprendido e por isso mesmo grandiosa do alcaide Adailton Macedo em favor da sua terra.
A propósito, como estaria Aurora se outros tivessem pensado antes e agido também com esta acurada visão histórica e social? Se outros não tivessem a incompreensão ousada de mandar calar o som das gargantas de poucos que defendiam o casarão mesmo antes dele chegar a este atual estado de quase morte? Mas como dizem: antes tarde do que nunca. Vida longa ao casarão nos seus 178 anos de resistência ao tempo e a insensibilidade dos homens!
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Abertura da Festa do Município supera expectativas



O Primeiro dia das festividades alusivas e comemorativas aos 126 anos de emancipação política do Município de Aurora, na região do cariri, superou até mesmo as expectativas daqueles mais otimistas. As pessoas que circulavam pelo espaço reservado à festa ficaram encantadas e maravilhadas com tamanha estrutura e organização que foi preparada pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto (Seculte), para as comemorações festivas do município.A Secretaria de Saúde distribuiu vários kits de higiêne para os barraqueiros que estão trabalhando na festa. Também mantém uma equipe médica totalmente equipada de plantão, preparada para agir caso necessário seja, juntamente com uma unidade móvel e uma ambulância. A Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto (Seculte) montou a barraca da cultura no centro da praça da matriz, exibindo as verdadeiras obras de artes feitas pelos artistas da terra.Durante o dia, a Secretaria de Agricultura desenvolveu e continuará desenvolvendo até o término da festa, os trabalhos de exposição-agropecuária, que ora acontecem na Vila Paulo Gonçalves. Ainda no período da tarde, houve palestra realizada pela Secretaria de Ação Social com o tema “Saúde da Família e a Violência Contra a Mulher”, proferida pelo advogado Dr. Idemário Tavares, que ocorreu nas dependências do Salão Paroquial, localizado a Rua São Vicente, centro da cidade.Na abertura das atrações musicais que aconteceu no período noturno, o Secretário da Cultura José Cícero, disse está feliz em poder participar daquele momento tão significativo para a história de Aurora. Já o prefeito Adailton Macedo, em sua fala argumentou que no dia 10, fará uma prestação de conta junto à população aurorense, mostrando todas as conquista e ações desenvolvidas nos seus primeiros dez meses de governo. Estiveram ao lado do prefeito, a Primeira-Dama Rose Macedo, o Vice-Prefeito Antonio Landim, Secretários Municipais, o ex-prefeito João de Zeca, o Ouvidor do Município Cícero Herivelto, a Vereadora Darc Landim (PSC), o advogado Idemário Tavares, dentre outras autoridades.Durante a festa, um telão montado ao lodo do palco mostra entrevistas com os secretários municipais e ações desenvolvidas pela administração “O Povo Construindo o Novo”, que tem a frente o prefeito Adailton Macedo e o vice Antonio Landim. A gloriosa policia militar esteve de plantão a noite inteira, garantindo a segurança de todos que participaram da primeira noite festiva aos 126 anos de história de Aurora. A programação prossegue neste domingo (08) a partir das 19:00 h, com as seguintes atrações musicais: Sebastian dos Teclados, Forró com Jeito, Forró Boca de Moça, Sirano e Sirino e Forró de Rocha. A cada noite, o entorno da Praça da Matriz deve se tornar cada vez menor, face ao grande número de pessoas que participam das comemorações.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Há vários dias esgoto entupido da Cagece derrama água fétida de fezes espelhando fedentina no Araçá

Um desrespeito à população assim como um dessevirço aos seus usuários e consumidores. É esta a constatação que se tem diante do descaso com que a Cagece local vem tratando alguns problemas relacionados ao tratamento de esgoto domiciliar. O que vem corroborando para esta assertiva é o entupimento da tubulação no entroncamento entre as ruas da Cerâmica(Nereu Gonçalves) com Cícero José do Nascimento no cruzamento de acesso a Cel. José Leite, parque Sabiá e do Cruzeiro no bairro Araçá. Justamente num local dos mais movimentados, onde estão estabelecimentos comerciais, residências e onde está situada, inclusive uma creche comunitária, em frente da qual se encontra o bueiro transbordando com água de esgoto/fezes exalando uma fedentina insuportável para os que residem nas imediações e transitam constantemente pelo local.Além de atentar contra a saúde pública, o problema está causando sérios transtornos a moradores e comerciantes das imediações, bem como provocando o afundamento do calçamento das ruas. “O problema não é de hoje, há indícios de erros na distribuição da tubulação, possivelmente de desníveis no ramal, de modo que todas as vezes que os funcionários da Cagece vêm ao local realizam apenas rápidas ações paliativas, de modo que o problema logo volta, tendo por assim dizer; a velha solução de continuidade”, afirmam os moradores. “Vamos comunicar o problema ao prefeito Adailton Macedo para que o mesmo exija da direção regional da empresa uma solução definitiva, afinal de conta a Cagece atua no município sob a condição de concessão pública”, completam. Há também a possibilidade de se ingressar com uma ação na justiça, caso a empresa não decida desta vez resolver a situação em definitivo. Afinal de conta, a população paga a tarifa de esgota não para isso...
Há reclamações também relacionadas à estação de tratamento no tocante ao forte mau cheiro que ali existe. Conforme o estabelecido pelas normas técnicas, o tratamento químico evitaria a fedentina. Então a pergunta: por que o cheiro?
O desperdício do preciso líquido também chama a atenção, devido os freqüentes rompimentos da tubulação e vazamentos em diversas partes da cidade. A atenção precisa ser redobrada, posto que em breve boa parte das ruas e avenidas de Aurora receberá pavimentação asfáltica. Pessoas que estão ligando as águas de banheiros e pias para à rua(sobre o calçamento) deveriam ser fiscalizadas e orientadas pela empresa a direcionar estas águas para a tubulação subterrâneo(do projeto Alvorada). Tal procedimento também vem contribuindo para deterioração do calçamento em diversas ruas, artérias e avenidas da cidade.
Em tempo: até a manhã do dia 3 de novembro o problema ainda permanecia sem solução.Leia mais em:
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